sábado, 15 de julho de 2017

A Bíblia versus o homem






"Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar."

Existem diversas confusões quanto o que é falso ou verdadeiro em relação às igrejas evangélicas e suas doutrinas. Isto se dá devido ao desconhecimento das Escrituras como ela é de verdade, a Bíblia sendo sua própria interprete. É difícil, árduo, não é para meninos na fé, mas indispensável para quem almeja o episcopado, e quem aceita o episcopado sem ela, A BÍBLIA, corre o risco de ser um candidato ao título de usurpador pois tenta usurpar a glória de Deus, falando em seu próprio nome sobre o que é sacro ou profano.  Mas surge sempre a pergunta: Nunca existiu tantas bíblias de estudo e tantos livros explicando cada versículo da Bíblia como nos dias atuais, então qual o motivo que leva tantos líderes de denominações a afirmarem tanta besteira como uma afirmação teológica? O que deveria ser uma verdade de eterna, infelizmente na maioria dos casos, só dura até uma próxima pregação.

 A resposta pode parecer simples, mas cai na complexidade, pois parece que quanto mais os homens se aprofundam nas Escrituras Sagradas, mais se afundam no erro e na profanação do que é sagrado. A culpa não está nas Escrituras, pois esta revela o Senhor e dele testifica para vida Eterna, sabe-se  que o maior problema é o mesmo que sempre circundou os Mestres e Doutores desde os tempos de Jesus quando esteve nesta Terra. Desde tempos da Igreja Primitiva, quando a maior reclamação e combate a ser feito era contra os falsos doutores e falsos mestres, que ao infiltrar-se nas igrejas da época tinham como objetivo desviar o povo do verdadeiro Evangelho de Cristo, Evangelho este simples e eficaz como citado nas Palavras do Mestre Paulo, Apóstolo dos gentios:

E a minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder;Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.”1 Coríntios 2:4,5.

Não é por menos que os Apóstolos declararam aos cristãos destas igrejas, que muitos estavam prestes a "amontoar para si doutores conforme aos seus próprios desejos “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; 2 Timóteo 4:3.

Para não ser extenso, pois não é este o objetivo deste texto quanto este tema, dou ênfase em aí está a resposta (ao menos por enquanto para minha dúvida quanto o ASSUNTO). Também é interessante observar que já no início da igreja, a rivalidade do saber humano e o saber do auto existiam de forma acirrada, basta olhar o que escreveu também o doutor Paulo aos cristãos na carta aos colossenses: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;
Colossenses 2:8 .
A credita-se pelos textos da epistola de Tiago que a referência quanto sabedoria terrena e maligna se caracteriza pela inveja, sentimento faccioso, falta de mansidão e a falta de bom trato uns com os outros. Poderíamos assim deixar tudo como um mal entendido de homens, porém mais marcante é a declaração de ser DIABÓLICA como a seguir descreve o texto bíblico: “Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Tiago 3:15 . Entende-se pelo conjunto da obra, que os homens agem e suas ações podem ser caracterizadas como diabólicas e não meramente humanos.

Traz ao pensamento o entendimento de cumplicidade entre alguns homens com Satanás e seus anjos. Percebe-se que ao tratar as Escrituras e investiga-las, o homem se depara com muita informação que vai contra sua maneira de viver e posicionar se quanto ao que é religioso,  sacro e principalmente cultural segundo sua época e lugar, logo não concordando com o que choca-se com o seu pensamento contemporâneo e progressista. Mas é comum aos homens que ainda não lhe foram revelados os benefícios do Senhor, pois não lhe foram abertos entendimento da alma para entender o que diz ás Escrituras.

Para isto o Senhor tem capacitado através do Espírito Santo, várias pessoas dentro da Igreja do Senhor Jesus, pois é necessário que a palavra de Deus seja proclamada aos homens e as dúvidas esclarecidas. O que mais chama a atenção texto que ao deixarmos é quando um grupo de cristãos ou não, logo  não concordam com o posicionamento Bíblico quanto ao seu comportamento ou visão contemporânea e progressista, sentem-se incomodados pela palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.Hebreus 4:12; mas, no lugar de aceitarem e corrigirem seus caminhos de acordo como diz as Escrituras, partem para os cursos de doutorados para tentarem corrigir um suposto erro Bíblico, na tentativa de continuar mostrando que o homem pode sim ser dono do seu caminho.

Assim continuam desde muito tempo amontoado mestres e doutores para satisfação de suas vontades. A cada opinião bíblica um novo livro de doutorado e nada muda só piora. Não, não sou a favor do analfabetismo Bíblico, ao contrário, mas também não sou a favor da prepotência de pregadores e eruditos que acham que podem falar mais verdades do que o Senhor Soberano e Eterno Deus que nos deu as Escrituras. Vejo repetir-se compulsivamente o erro cometido pelos doutores da Lei e fariseus da época da passagem do Mestre pela Terra, quando rejeitaram o batismo de João, escolhendo ficar em suas interpretações, rejeitando o que disse e ensinou o Filho de Deus Jesus Cristo, como descreve o texto bíblico a seguir: “E todo o povo que o ouviu e os publicanos, tendo sido batizados com o batismo de João, justificaram a Deus.Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, não tendo sido batizados por ele.” Lucas 7:29,30.

Pior do que a ignorância quanto o que diz às Escrituras, é a prepotência em corrigir as Escrituras Sagradas quanto as convicções do pensamento progressista. Ao apropriar-se da expressão progressista para limitar-se ao pensamento de quem está a frente do seu tempo, os homens propositalmente colocam para escanteio a Bíblia como algo histórico, gramatical e moralmente ultrapassado, atestando assim ser mais escritos intelectualmente humano. Aos que acreditam que é a Palavra de Deus, restam os sinônimos de retrógrados.

O que a humanidade não imagina é que a miséria e desgraça como salário do pensamento progressista quanto a moralidade humana, está mais próxima do que se pensa. Sua medida pode ser relacionada ao desprezo dos conselhos do Criador para suas criaturas. 
Como Caim que rejeitou os avisos do Soberano, caminha a humanidade progressista. A Igreja de Jesus Cristo não pode e não deve se aliar ao pensamento diabólico e destruidor de adaptação das Escrituras ao modo de vida do homem moderno, quando este despreza às Escrituras Sagradas. 



"Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar."




Presbítero

Israel Lopes

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Esta Quase Escrito - Parte II





Um Jeito básico de evitar a falácia nos púlpitos

Continuamos a reflexão sobre o problema de achar que um pensamento ou ideia de um pastor, líder religioso evangélico ou denominação, pode ser considerado uma doutrina Bíblica pela simples ação de mostrar um texto bíblico como prova. Já se sabe que utilizar de textos isolados para criar regras em denominações e ministérios, não só promove com o tempo confusões e divisões diversas, como é uma forma de cometer  injustiça quanto a vida de uma pessoa que será levado a obediência acreditando que estará se aproximando de Deus, quando apenas está obedecendo normas ministeriais. Se o individuo é convicto e decide viver assim, é uma opção sua, tudo bem, pois não estará sendo enganado quanto as normas da denominação e o mesmo aceitou o fardo. Porém ao contrário, se o mesmo acredita que o fardo que lhe é imposto é uma doutrina Bíblica, por assim lhe ensinarem, o prejuízo pode ser grande, tanto na carne como no psique do fiel e membro de uma igreja. O caso piora em grau elevado quando o grupo de fieis, passa a acreditar que outros grupos por não seguirem suas normas "sacras", estão errados, e não são dignos de comungar da mesma fé. 

Como evitar este erro, se os que cometem acreditam que estão cumprindo a vontade de Deus? Pois na maioria dos casos, extraem ou pensam extrair das Escrituras os ensinamentos, por isto a sentença de pecado de desobediência ao não aceitar algumas normas, pois acreditam os líderes e ministérios que estão fazendo, ou fizeram a coisa correta.

Para evitar este erro, o obreiro deve ser aprovado como bom obreiro, o trabalhador do Evangelho de Cristo que está na liderança de uma Igreja, ministério, não pode ser preguiçoso, pois sendo, não se dedicará aos textos bíblicos para extrair destes textos a Doutrina que está contida neles. Não basta ler e pensar que é, pois talvez não seja o que estou pensando, e a igreja o povo de Deus deve ser instruído no que Deus diz e não no que eu penso por mais santo que pareça ser meu pensamento, ainda é o pensamento de um homem, será condicionado a origem, alcance e o tempo e não vai permanecer, e pior, ainda causará transtornos quando a Palavra for pregada como ela é e derrubar por  completo o ensinamento humano que o líder deixou na congregação. Deus não é “Deus de confusão e sim de Paz”

Qualquer que almeja tomar a tribuna para doutrinar deve estar ciente que a Palavra de Deus, é a Doutrina, e não o que ele o obreiro pensa sobre determinado texto bíblico. Para esta afinação e concordância dar certo, o obreiro deve se humilde e ceder aos Estudos exaustivos da Palavra de Deus. Deve este obreiro conhecer no mínimo regras básicas de como interpretar e ler um texto bíblico, para que saiba como e por onde começar esboçar um ensinamento ao ler um texto da Bíblia. Caso contrário estará dependendo de algo que é mais difícil de compreender do que as Escrituras, o que muitos dão o nome de “mistérios do céu”. Pensemos quanto ao assunto, se alguém não consegue entender os mistérios já revelados nas Escrituras, como entenderá os mistérios não revelados ainda? Acaso o Senhor nos deu As Escrituras Sagradas em vão? São estas Escrituras incompreensíveis, o Onipotente e Soberano Deus que criou o homem, não soube usar os homens  para escrever as Escrituras Sagradas? A Bíblia é perfeita e totalmente compreensível aos que com ela se importam e se humilham, e são humildes o suficiente para se por a disposição do Espirito Santo para serem usados como semeadores das doutrinas bíblicas. Acreditar que se deve começar pelos mistérios revelados que é a Palavra de Deus, é mostrar-se sábio, já é um bom começo para ter êxito no ensino das Escrituras.

O Grande professor é e será sempre o Espirito Santo, e o Pastor, pregador, evangelista ou quem for colocado para ensinar a Palavra de Deus, será como canal de bênçãos para os servos do Senhor. Uma Igreja Fundamentada em Cristo e instruída na Palavra de Deus não passará com modismo, pois modismo são costumes humanos, tem tempo para desaparecer.


Um exemplo de um ensinamento errado, uma típica confusão feita com doutrina e costumes.

Para aplicarmos o que já discursamos até este ponto deste texto, irei expor uma doutrina clássica, levada a sério por muitas igrejas evangélicas, mesmo que alguns ministérios tenham revisto este erro doutrinário originário de regimento interno, ainda assim, muitas igrejas, principalmente  Assembleias de Deus mais tradicionais, também algumas pentecostais com controle de uso e costumes mais rígido, como a denominação Deus é Amor  e outras semelhante, seguem com estes ensinamentos, geralmente a liderança segue como se segue uma fila indiana, quando não se pergunta a finalidade da fila, isto por motivo de não se importarem em rever de onde procede ou procedeu o ensinamento. Este ensinamento que irá ser descrito sempre esteve presente como uma verdade, mas nada mais é do que um engano quando atribuído a uma doutrina Bíblica. Apenas um ensinamento humano, que por estar o tema, em volta a textos bíblicos, tenta-se validar como Doutrina Bíblica. Porém A doutrina Bíblica deve vencer os três obstáculos aqui já demonstrados, 1º A Origem, 2ª O Alcance, 3º O Tempo, caso contrário será costume de homens e costumes não podem ser maiores do que a Bíblia, pois a Bíblia não muda e os costumes mudam. Segue-se um tema simples que os homens com suas opiniões de deuses atrapalham o entendimento. Segue o tema em discussão como exemplo de erro doutrinário e de ensino.

O uso da barba

Gn 41:14 “Então Faraó mandou chamar a José, e o fizeram sair à pressa da masmorra; ele se barbeou, mudou de roupa, e foi apresentar-se a Faraó”

Todo sistema de ensino voltado para que não se use a barba está a muito tempo ligado a este texto de Gn 41:14. Temos um personagem que é na história a expressão de um deus quando levado em consideração sua importância, temos outro personagem que é considerado um servo e está em dupla inferioridade, pois na história além de ser servo, está como prisioneiro. Faraó manda que lhe traga José à sua presença, aí temos a clássica frase: “ele se barbeou, mudou de roupa, e foi apresentar-se a Faraó”, interpretada  da seguinte forma: Se José se barbeou para entrar na presença de Faraó, ainda mais na presença de Deus? O argumento é simples e aparentemente lógico, por muito tempo aceitável entre obreiros, líderes e ministérios como uma Doutrina Bíblica, mas quanto a se tornar doutrina Bíblica chega a ser cômico.

Todos que estudam a história sabem que no Egito nenhuma pessoa podia se apresentar diante de Faraó sem estar devidamente apresentável e higienizado, mas até aí utilizar deste texto como parâmetro para ensinar que um homem não pode usar sua barba nos dias atuais, pois é desobediência  ao ministério e estará desobedecendo a Deus por isto, é no mínimo estranho quando o caso é estudos sérios das Escrituras, um erro doutrinário. Sabe-se que era costume dos egípcios não usar barbas; quando muito usavam um pequeno cavanhaque. É necessário segundo (Hist. Antigua, Barcelona) levar em consideração situações de higiene. Mas o que este trecho tem haver com uma Doutrina de Santidade ao Senhor? Ao olhar os outros diversos textos da Bíblia a que se refere à barba, logo se se percebe que são ignorados totalmente quanto formulação desta Doutrina ou ensinamento que faz parte de diversas Igrejas Evangélicas brasileiras.

Vamos ver alguns textos que mostram que falta aí um pouco de boa vontade de ler mais a Bíblia antes de criar Doutrinas a mais das que já existem nas Escrituras:

Para os soldados de Davi as barbas raspadas pelo inimigo foi ato de vergonha junto ao corte das vestes deixando-os com as nádegas à vista.

Então tomou Hanum os servos de Davi, e lhes raspou metade da barba, e lhes cortou metade das vestes, até às nádegas, e os despediu. Quando isso foi informado a Davi, enviou ele mensageiros a encontrá-los, porque estavam aqueles homens sobremaneira envergonhados. Mandou o rei dizer-lhes: Deixai-vos estar em Jericó, até que vos torne a crescer a barba, e então voltai.”

Os homens considerados santos de Israel usavam barbas, os Sacerdotes levantados para entrar no santo dos santos, onde quem estivesse em pecado morreria como diz as Escrituras. Se barba fosse pecado os sacerdotes não usariam, além de Deus ter avisado a Moisés para que os sacerdotes não a usassem,  se fosse rebeldia, morreriam com certeza no lugar santíssimo ao oferecer o sacrifício ao Senhor pelo povo. Basta uma lida sem hermenêutica ou exegese no texto de Salmos 133:1,2 para logo perceber que existe um erro muito gritante em demonizar a barba de um homem. “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.”

Barbear-se nas escrituras se tornou também como figura de linguagem, não para condena-la como barba propriamente dita, mas  para demonstração de severo julgamento da parte de Deus, castigo vindo de Deus. O problema fica aclaro hoje com o uso contrário, pois como que o oposto disto poderia ser considerado desobediência a Deus e rebeldia? Mais uma vez basta ler, nada mais, não é necessário ficar quatro anos em um seminário teológico para perceber que a interpretação do tema barba me muitas denominações está totalmente equivocado, se comprova isto em textos do Profeta Isaías e Jeremias:

Porque há de acontecer que naquele dia assobiará o Senhor às moscas, que há no extremo dos rios do Egito, e às abelhas que estão na terra da Assíria; E todas elas virão, e pousarão nos vales desertos e nas fendas das rochas, e em todos os espinheiros e em todos os arbustos. Naquele mesmo dia rapará o Senhor com uma navalha alugada, que está além do rio, isto é, com o rei da Assíria, a cabeça e os cabelos dos pés; e até a barba totalmente tirará.” Isaías 7:18-20

E tu, ó filho do homem, toma uma faca afiada, como navalha de barbeiro, e a farás passar pela tua cabeça e pela tua barba; então tomarás uma balança de peso, e repartirás os cabelos. Uma terça parte queimarás no fogo, no meio da cidade, quando se cumprirem os dias do cerco; então tomarás outra terça parte, e feri-la-ás com uma faca ao redor dela; e a outra terça parte espalharás ao vento; porque desembainharei a espada atrás deles...5 Assim diz o Senhor DEUS: Esta é Jerusalém; coloquei-a no meio das nações e das terras que estão ao redor dela.” Ezequiel 5:1-5

Ao raspar a barba, nas Escrituras também era como mostrar profunda tristeza, momentos de profundas aflições, angustias profundas estão ao redor do tema quanto a  RASPAR A BARBA, em alguns textos bíblicos, como no texto de Jeremias a seguir:

Sucedeu, pois, no dia seguinte, depois que ele matara a Gedalias, sem ninguém o saber,
Que vieram homens de Siquém, de Siló, e de Samaria; oitenta homens, com a barba rapada, e as vestes rasgadas, e retalhando-se; e trazendo nas suas mãos ofertas e incenso, para levarem à casa do Senhor.”
Jeremias 41:4,5


É por fim se existe uma obrigação imposta para barbear-se nas Escrituras que implique problemas com a congregação de Israel, se pode apontar para o caso de leprosos como mais uma vez as Escrituras deixam claro. Na questão do leproso, este deveria que mostrar-se sem pêlos no corpo para uma analise correta por parte do sacerdote, afinal era necessário atestar que o mesmo estaria curado e sem lepra para permitir o retorno do leproso à vida social. Para saber se estaria mesmo curado da lepra, um corpo coberto de pêlos dificultaria o exame por parte do sacerdote. O texto também é claro, pois o Senhor nunca teve intenção de complicar o que realmente queria do seu povo como obediência, segue o texto:

E aquele que tem de purificar-se lavará as suas vestes, e rapará todo o seu pêlo, e se lavará com água; assim será limpo; e depois entrará no arraial, porém, ficará fora da sua tenda por sete dias;
E será que ao sétimo dia rapará todo o seu pêlo, a sua cabeça, e a sua barba, e as sobrancelhas; sim, rapará todo o pêlo, e lavará as suas vestes, e lavará a sua carne com água, e será limpo”
Levítico 14:8,9


No texto onde se menciona  o “fazer a barba”, em nada indica o ato de raspa-la, porém, mais uma vez vemos aí a questão da apresentar-se a frente do Rei, por isto o cuidado, pois seria momento de festa. Deve lembrar o leitor que este Rei é agora Judeu, e o mesmo que fala para que seus soldados deixem suas barbas crescer em  2 Samuel 10:4,5 . Também Mefibosete, filho de Saul, desceu a encontrar-se com o rei, e não tinha lavado os pés, nem tinha feito a barba, nem tinha lavado as suas vestes desde o dia em que o rei tinha saído até ao dia em que voltou em paz.”2 Samuel 19:24

Importante notar que o lugar e o tempo estão sempre presentes nas mudanças de hábitos e costumes, transformar estas mudanças em doutrinas bíblicas pode ser considerado sacrilégios, pois coloca o Espírito Santo como personalidade mutável por causa dos homens e sua história. É muito fácil assim afirmar que o Deus dos Hebreus seria como todas as outras divindades pagãs, criadas pelo homem e sua época, nada mais. Vemos  também através destas passagens bíblicas que utilizar-se dos textos bíblicos para validar pensamentos e ideias humanas como doutrinas bíblicas demonstra falta de responsabilidade com o que é espiritual  e ainda coloca em dúvida a credibilidade da Doutrina e ensinamento de determinada denominação cristã, como também coloca em dúvida o autor da doutrina, afinal às Escrituras Sagradas são escritos sérios e verdadeiros e não escritos ainda em prova e testes para serem aceitos como confiáveis.


Conclusão

Percebe-se que ao longo da demonstração dos textos bíblicos, não se fez necessário o uso da exegese e nem tão pouco regras complexas de hermenêutica bíblica, apenas simples observação dos contextos das respectivas passagens bíblicas. Assim não dá para concordar com tamanha negligência em atribuir uma proibição a algo que é de livre uso do homem, e muito menos usar a desculpa de não se ter teologia para entender.  O tema “USAR OU NÃO USAR BARBA” possui júri fundamental ao seu favor a própria natureza e masculinidade. Quando colocado ensinamentos e ideias de homens  usando textos bíblicos para valida-los,  sem análise e o mínimo de respeito com o que diz a Palavra de Deus sobre o assunto é pecado e pecado de acrescentar palavras à Palavra de Deus que já está fechada com todas as suas doutrinas e ensinamentos que servem de regra de fé para os servos do Deus Altíssimo.  Pior é saber que muitos outros ensinamentos são disseminados como Doutrina Bíblica e não passam de tradições e costumes de homens. Ao se verificar a origem, vê-se que não procede das Escrituras, ao se verificar o alcance, percebe-se que as fronteiras territoriais derrubam muito rapidamente, pois não é a Palavra de Deus. Por fim, ao se acompanhar o passar do tempo logo se constata que os ensinamentos que defendidos como doutrinas são substituídos, pois já não servem para um povo de outro tempo, pois não é a Palavra de Deus que dura para Sempre!

Presbítero

Israel Lopes

domingo, 18 de junho de 2017

O fim desonroso de JOABE


"E também tu sabes o que me fez Joabe, filho de Zeruia, e o que fez aos dois capitães do exército de Israel, a Abner filho de Ner, e a Amasa, filho de Jeter, os quais matou, e em paz derramou o sangue de guerra, e pôs o sangue de guerra no cinto que tinha nos lombos, e nos sapatos que trazia nos pés. Faze, pois, segundo a tua sabedoria, e não permitas que suas cãs desçam à sepultura em paz."
1 Reis 2:5,6

O fim desonroso que JOABE teve, poderia ter sido evitado se o mesmo conhecesse os planos de Deus para o Reino de Davi, mais do que os planos políticos de Davi!

O Livro de 2 Samuel e 1 Reis, possuem textos valiosos para quem deseja entender mais sobre umas das guerras civis em Israel e que não durou pouco tempo. Antes ceifou muitas vidas. Isto não estava no coração de DEUS, mas os homens são teimosos e gananciosos, o poder está sempre a frente das verdades e deveres espirituais de muitos. Desta forma a morte e sofrimento sempre estará a espreita dos que pensam que tudo podem fazer em nome do poder, ou por terem o poder, O próprio Davi também experimentou este gostinho amargo do sofrimento e da morte quando "não se apartou de sua casa a Espada" por parte de Deus! Fica a Lição ter Poder para algo nunca é ter todo o poder para fazer o que quiser. As decisões de um homem por mais autoridades que tenha deve estar debaixo da autoridade de Deus e a Ele ser submisso. 


Joabe sempre foi fiel a Davi, arriscou sua vida muitas vezes por Davi, desde o inicio da guerra civil entre a casa de Davi e a casa de Saul, Joabe servia a Davi em fidelidade, mas foi iludido com a ideia de Adonias, que sendo contra a sucessão do Reino por Salomão, politicamente deixou a aliança e união fiel ao seu Rei Davi para apoiar Adonias. Aí está o GRANDE ERRO DE JOABE! Mesmo que o mesmo já travava uma vingança por causa da morte de seu irmão pelas mãos de Abner, desencadeando assim sangrenta batalha pela também morte de Abner, que teve seu desfecho em (2 Samuel 3:21-34). Na sua cabeça estava apenas a questão política do Reino de Davi e não o lado espiritual, por isto não aceitava bem algumas decisões como a de receber a Abner. JOABE conhecia o Rei Davi mas não conhecia o Deus que ungiu Davi a Rei. Desta forma Davi teve que tomar acredito eu que muitas decisões difíceis no fim de sua vida e uma delas foi a morte de JOABE, (1 REIS 1, 2). 

Em resumo não conseguimos achar nenhuma outra falha na vida de JOABE exposta nas Escrituras além de no fim apoiar Adonias, uma decisão politica que custou sua vida, interessar-se mais pela política do que a obra espiritual de Deus para um povo. JOABE não sabia nada sobre unção de Deus , conhecia apenas a espada e sua visão era política, mesmo que com boas políticas e intenções, mas o Reino de Davi carregava as intenções de Deus, isto JOABE NÃO COMPREENDIA, POIS SE COMPREENDESSE NÃO APOIARIA ADONIAS. Esta foi o a responsável ação pelo seu seu fim e responsável por enterrar toda uma história de luta e vitórias no passado. Fica a dica importante: Conhecer o Senhor da Obra, é mais importante do que conhecer a Obra inteira. No caso de Joabe Não adiantava conhecer o rei Davi, o segredo estava em conhecer o Deus que Ungiu a Davi Rei, assim ele seria honrado no fim da sua vida. 

Ainda existem muitos JOABES por aí. Muitos conhecendo ministérios, pastores, convenções, pregadores, cantores, cristianismo, teologias, mestres, Bíblia, evangelho, MAS AINDA NÃO SE DERAM CONTA QUE precisam conhecer O SOBERANO DEUS que domina sobre todos e tudo e é ele que decide e da a última palavra, mesmo que não agrade a ministérios, pastores, pregadores, doutores, a PALAVRA dEle não volta atrás, " Davi era o Rei e ponto final, disse Deus!

Presbítero
Israel Lopes

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Está Quase Escrito -Parte I



"O profeta que tem um sonho conte o sonho; e aquele que tem a minha palavra, fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? diz o Senhor." Jeremias 23:28

Quase escrito não é escrito. Ou está Escrito ou não está Escrito. Parecer não é ser, achar não é ter certeza. Desta forma Misturar a Palavra de Deus com os costumes e pensamentos dos homens para ensinar cristãos é um dos mais irresponsáveis erros que causam problemas nas igrejas. Pois são responsáveis por confusão doutrinária, ocupando assim o precioso tempo de viver para Cristo, com defesas e justificativas para o injustificável capricho pessoal em forma de doutrina bíblica.

Alguns temas conseguem se passar por Doutrinas Bíblicas, que por razões puramente pessoais e também impulsionadas pelas tradições, se tornaram doutrinas dentro de igrejas, regras de conduta e costume entre os frequentadores de determinada igreja. Como uma marca visível que identifica quem é pertencente a determinado ministério. Mas isto não é uma regra para identificar quem é de Cristo.

O grande erro quanto doutrinas e ensinamentos desta forma, é a atribuição de textos bíblicos para dar sustentação à estas doutrinas e ensinamentos. Pois quando se tenta fazer com que um pensamento de homem se encaixe no que está na Bíblia sempre ocorre o erro de forçar o que está Escrito para que contextualize e fique de acordo com o homem acha que deva ser o correto. Necessário é observar que qualquer Igreja, Pastor, ou ensinamento religiosos que se diga cristão que não esteja de acordo com o que diz as Escrituras, respeitando a interpretação correta da mesma pelo direcionamento do Espírito Santo, é na verdade um ensinamento amaldiçoado, pois fala em nome de Deus mais não é Deus que está ensinando e o mesmo não se responsabiliza por este tipo de ensino. Como um pastor ou líder de uma denominação evangélica poderá saber se guiar nas no que vai dizer e ensinar ao seu rebanho? Simples, observando a dica mais pŕatica que se pode achar nas Escrituras quanto ao que fazer para ensinar corretamente os cristãos, o restante vai depender se o pastor não é um charlatão ou apenas um obreiro preguiçoso atrás apenas de cargos eclesiásticos, o texto bíblico ideal para um ensino  correto para todos os tempos e Ef 2:20: "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;" Efésios 2:20.

Fica claro para qualquer um, que neste texto de Ef 2:20, não está incluído o nome de Igreja A ou B, muito menos os nomes dos presidentes de ministérios para que suas doutrinas sejam equiparadas a importância dos profetas, Apóstolos e Cristo. Então não vale o que um pastor diz por mais eloquente, erudito, espiritual que seja se não estiver de acordo com o Cristo, Profetas, e Apóstolos, diga-se que dentro desta tríplice característica de uma doutrina já há muito trabalho hermenêutico para ser realizado, não é necessário mais invenções de homens que por muitas vezes doutrinam suas regras apenas pelo prazer de mostrar aos fiéis quem é que manda, aí cabe sempre a frase predileta de alguns: "manda quem pode obedece quem tem juízo", mais uma blasfêmia quando colocada dentro de uma Igreja esta frase, pois o cabeça da Igreja é Cristo e não quem discursa em um Púlpito, eleito por votos dos homens para liderar uma congregação. Mais agravante ainda é que as regras sempre são conforme a localidade das congregações e seus poder aquisitivo de seus frequentadores. A diferença do doutrinamento em congregações da mesma denominação, onde os frequentadores são de classe média geralmente é grande quando trazidas para congregações periféricas. Já consegue-se um erro grande quanto o assunto abordado, mas não é a intenção deste texto mostra diferenças entre igrejas de periferia para igrejas com igrejas melhor localizada economicamente escrevendo.

Quando comparado, a ideia de doutrinar e ditar regras nas igrejas evangélicas, o uso da Bíblia é semelhante o uso da constituição do Brasil, quando necessita-se resolver um empasse. Na política, é semelhante o que ocorre com a Constituição do Brasil, sempre que existe uma ideia a mais e a constituição não dá respaldo para esta ideia, os deputados criam PECs (projetos de Emendas Constitucionais). Se a ideia for boa e beneficiar a todos brasileiros, sempre será muito válida. Mas às Escrituras não é Lei de homem, palavra de homem, também não serve para caprichos de homens, para tentar usá-la para confirmar tudo que não gosto, ou que acho que é errado e se não achar um texto que combino com o que penso, então crio uma interpretação própria para aquele tema usando um texto bíblico que mais se aproxime do problema, ou tema. Isto é um Erro, desrespeito e principalmente desonestidade com as pessoas que servem ao Senhor debaixo da autoridade de tal ministério, Igreja ou pastor, Líder espiritual, bispo, tanto faz, pois ao distorcer a Bíblia para justificação de uma opinião própria iguala-se a Satanás o enganador e mentiroso desde o princípio.

Doutrina e Costume

Para uma compreensão melhor sobre este tema, é necessário e de muita importância entender a separação do que se trata ser a doutrina bíblica e o que vem a ser um costume.

Existe três diferenças básicas entre doutrina bíblica e costume humano:

1- Origem

É necessário entender que para tudo e em tudo existem origens, onde começa, de onde veio determinado ensino, ou ideia? São perguntas que devem ser feitas. No caso da doutrina Bíblia ela é Divina, procede do alto da parte de Deus para o homem, é extraída da Bíblia Sagrada, puramente das Escrituras Sagradas. Quanto ao costume é humano. Simples entender que o que vem do meu e seu coração por mais correto que esteja aos nossos olhos, ainda é humano. Não se pode ensinar algo humano como se fosse Divino!

2- Alcance:

A doutrina Bíblica nunca é local, nunca está restrita a um País, cidade, um bairro, e muito menos uma Doutrina Bíblica estará condicionada a forma que determinado líder religioso vive. Ou seja não se pode criar doutrinas Bíblicas pois estas já existem por completas para o que o homem precisar, qualquer ensinamento a mais do que estiver Escrito nas Escrituras será amaldiçoado, pois não procede de Deus, pois Deus já deu para seu povo a Bíblia Sagrada. Se não consigo encontrar nas Escrituras alguma Doutrina que se aplique ao meu, ou seu pensamento, significa que é somente meu pensamento, seu pensamento e não pode virar Doutrina Bíblica para proibir ou liberar nada, interferindo assim na vida dos servos do Senhor Jesus. O Alcance da Doutrina Bíblica é além de culturas, jeito de viver de determinado povo, doutrina Bíblica não perde a validade quando saímos das fronteiras de nosso Pais. O que Deus falou para o cristão no Brasil através da sua Palavra, não perde a validade quando ele vai para os Estados Unidos, Europa, China, Japão, Índia, pois a Palavra de Deus é a mesma em qualquer lugar do globo terrestre, sua Palavra não é alterada nem nos Céu que é sua habitação, o Senhor Soberano Deus vela pela sua Palavra para cumprir. Mas que fique bem claro, sua Palavra e não a palavra dos homens tendo por base a sua palavra.

O Costume humano, modo de viver e pensar do homem, opiniões quanto a diversos assuntos sobre a vida e como vivê-la, está sempre condicionado ao local em que este homem está. É compreensível que alguém que nasceu na década de 50, viveu 60 anos de sua vida no interior de São Paulo, mas muda-se em 2010, para capital do Rio de Janeiro, terá que tomar cuidado para não passar o restante dos seus anos isolado em uma casa, sem conseguir interagir com ninguém. A forma de comunicar-se é diferente, o pensar é diferente, o vestir é diferente, o corte de cabelo é diferente, o vocabulário é diferente, os jornais contam histórias com palavras diferentes, assuntos diferentes, ou seja, tudo ou quase tudo que o indivíduo fazia, falava, lia, descontraia-se, se vestia, discutia, ficou  do outro lado, nas fronteiras da cidade, do tempo. Se este indivíduo quiser se comunicar terá que tentar compreender os costumes e a forma de viver dos habitantes da Capital do Rio de Janeiro do ano de 2010. Mas lembremos que, se este mesmo indivíduo abrir a Bíblia Sagrada, ali estará a doutrina do Senhor, a mesma Palavra, a mesma sentença, a mesma ordenança, a mesma promessa, a mesma Doutrina, pois a Doutrina não é como costumes e opiniões de homens, que mudando as fronteiras, muda-se a Doutrina. Então A doutrina se difere do costume humano por causa do seu alcance, a Bíblia cabe em todos os lugares, todas as fronteiras, a palavra do homem e costume humano muda de acordo com o lugar, época, quanto mais distante, mais diferente pode ser a forma de ver e a vida e seus problemas pela ótica humana, mais não pela Doutrina de Deus.

3- Tempo:

Igualmente ao alcance, temos a questão do tempo. A doutrina é imutável, pois a Palavra de Deus é imutável, não volta atrás. Já o costume é temporário, vai mudar com a chegada de novas gerações, mesmo que algumas coisas, se possuírem semelhanças  aos costumes que se passaram, ainda serão novos costumes, pois o tempo, junto com as necessidades do próprio homem, mudam a humanidade por séculos, e continuará mudando. Então o Tempo será o divisor de águas também quanto a diferença de “Doutrinae Costume”. Para terminar esta parte usaremos uma frase do pastor Antônio Gilberto, um dos grandes homens que Deus tem levantado para o ensino da Palavra de Deus através da EBD das Assembleia de Deus: “Há costumes bons e maus. A doutrina bíblica conduz a bons costumes” (Pr. A. Gilberto)


Observamos depois desta pequena introdução, que fica fácil saber quando alguém está colocando "fermento de mais na massa", quando ensina o povo de Deus a maneira que deve proceder. Levando em consideração que desde tempos antigos a preservação de tradições, e aqui não menciono a tradições que preservam os bons costumes, pois estas devem ser por bom senso preservadas, afinal bons costumes são sempre aceitáveis, mas não se pode dizer o mesmo quando o assunto é o que levaria o homem a santificar-se diante de Deus ou que fará  do indivíduo aceitável dentro de uma denominação que se diz cristã, são reféns de um doutrinamento puramente humano, ou um mesclar de Bíblia com o que o homem pensa a respeito do assunto em questão. Observamos o que Paulo afirma em uma das suas cartas aos cristãos:


"Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão. Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído."
Gálatas 5:1-4

Percebe-se neste texto, e não é preciso ser erudito para isto, que existe um problema quanto aos que receberam a mensagem do Evangelho de Cristo por intermédio de Paulo, que ao ouvir os ensinamentos judaizantes explicados a luz do evangelho de Jesus, se decidirem por complementar a santificação pessoal com o ritual da circuncisão. De imediato foi uma atitude repreendida por Paulo, e levemos em consideração que o texto descreve que o complemento aí era voltar a prática de uma lei Bíblica, não era um costume, ou uma forma de uso de um objeto cultural apenas, e muito menos algo inventado pela cabeça dos homens, era sim religioso e parte da Lei, um procedimento ordenado e de muita importância. Mas o servo do Senhor escolhido para levar o Evangelho de Cristo aos gentios, dispensou complementar a pregação do Evangelho com a circuncisão, pois a Antiga Aliança deu lugar a nova Antiga Aliança no Sangue de Jesus Cristo, o que é denominado a Graça de Deus pára os homens". "Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído."Gálatas 5:4

Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.
Gálatas 5:4

Pondo este texto por meditação, imaginemos as centenas de normas e doutrinas de homens que  são expostas como complemento ao Evangelho de Jesus Cristo, em igrejas evangélicas pelo mundo inteiro, pregações inteiras que criam e invocam algo a mais para alcançar o favor de Deus além do crer em Jesus e segui-lo como Senhor e Salvador. Quantos regimentos internos em denominações que são confundidos com doutrinas bíblicas, e que em forma mais agravante da situação, servem como régua para medir a obediência do rebanho ou individuo, resta saber obediência a quem? A Deus e sua Palavra ou ao senhorio de homens e suas normas religiosas que aprenderam com seus avós, seus pais, e agora tentam eternizar como palavra de Deus o que é um costume de homens? Não esqueçamos que temos palha, mas apenas Deus tem Trigo, como diz as Escrituras: "O profeta que tem um sonho conte o sonho; e aquele que tem a minha palavra, fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? diz o Senhor." Jeremias 23:28

 Abaixo descreve-se um exemplo real de uma doutrina literalmente de Deus, Bíblica e que abrange todos os aspectos da vida de um cristão. Neste texto Bíblico fica claro, e mais uma vez não é necessário erudição para entender, apenas respeito a Palavra de Deus:
"Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.
Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito."Gálatas 5:16-25


Ao ler o texto percebe-se que na maioria das vezes, todas estas características apontadas como nocivas a uma vida cristã e que realmente prejudicam tanto uma congregação como a vida de muitos que dizem seguir a Cristo, não são debatidas e muito menos levados exaustivamente como sermões em diversas Igrejas. Mas assuntos insignificantes como cor de roupa, corte de cabelo, uso de barba e bigode,  e tantas outras coisas supérfluas, são levadas mais a sério do que a VERDADEIRA DOUTRINA BÍBLICA. Sem considerar ainda que para muitos ministérios e pastores ser contra à prática do apoio de Igrejas aos políticos, como seu envolvimento da mesma em campanhas  com direito a distribuição de santinhos dos candidatos na congregação,soa aos ouvidos dos mesmos como rebeldia, pois acreditam piamente que Deus está neste negócio baseando-se em textos isolados das Escrituras. Muitos ministérios defendem com rigor muita doutrina de homens, e se alguém for contra, logo é rotulado de rebelde, uma defesa para que não siga em frente os que assim contestam, mas é certo que se os Arautos de Deus não se acovardarem, às Escrituras prevalecem sempre contra ministérios que se engrandecem em seus pŕoprios caminhos e pensamentos dos seus líderes apenas.

O que o homem pensa ou acha que é certo por ter aprendido com seus antepassados, não pode em nenhuma hipótese ser superior as Doutrinas Bíblicas, pois é um pecado grave diante de Deus.

 O homem cristão quando olha para dentro de si e passa a analisar-se com calma e reflexão, consegue enxergar o quanto ele mudou e quantas coisas agora ele faz diferente de 10, 20, 30 anos atrás, e ao mesmo tempo pode perceber que algumas coisas ele não se atreve a alterar, pois aprendeu na palavra de Deus e por mais que o mundo se incline para o mal o servo de Jesus Cristo ao ler a Palavra percebe que O Senhor continua doutrinando a sua vida. O mesmo não acontece com tradições humanas e culturais, apenas servem para museus e saudosismo. A Bíblia é ao contrário, é eterna, pois a Palavra de Deus dura para sempre.
"O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar." Mateus 24:35


Presbítero
Israel Lopes

Revelação de Jesus Cristo - Momento Literal





“Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo;”
Apocalipse 1:1

As revelações são sempre algo que fascinam os ouvintes em um culto pentecostal, mexe com o que geralmente está oculto ou apenas o indivíduo sabe. Revelações não são exclusividade dos cultos pentecostais, mas fazem parte do lado fenomenológico de uma religião. Sim é verdade que o charlatanismo anda sempre lado a lado da verdade quando o assunto é "REVELAR", pois não se tem como fornecer provas de que as revelações são de Deus ou de outro ser, ou a própria mentira e charlatanice. A única prova restante será a uma concordâncias com fatos de quem revela e quem foi revelado. Por parte de muitos que ministram nos púlpitos há uma falta de honestidade quanto ao assunto, e tudo fica sempre no campo de que, se for de Deus acontecerá, o contrário nada ocorrerá. Por isto o tema relacionado ao sobrenatural a fenômenos religiosos contidos nos cultos de diversas religiões, podem e devem sim ser observado com mais critério. É Deus quem revela? É o homem que tem previsões? São espíritos imundos que interferem em cultos? Infelizmente está longe dos homens afirmarem algo como regra afirmativa de ser Deus ou ou o Diabo, na maioria das vezes preferem deixar passar sem maiores alardes, a não ser que realmente seja algo realmente nada discreta a manifestação espiritual. Mas não são poucos os casos em que muitos acham ser a melhor saída optar pela interpretação cessacionista, pois existe uma mistura de emoção e sentimentos diversos em um ato que deveria ser exclusivamente do Dom do Espírito Santo. Mas o que se faz sem emoção quando o assunto é fenômeno espiritual, pois a emoção pode ser sentido na carne, mas está além da carne, da mesma forma que o literal de Deus está além do nosso literal. Quando a escrita de Deus é exposta de forma literal para os humanos, os mesmos só conseguem aproximar-se da sua compreensão com muita dificuldade por figuras de linguagens, pois a literalidade de Deus está longe da mente e vocabulário do homem caído, distante do seu criador.

Ao pesquisar a evolução da escrita entre os humanos, percebe-se o quanto os mesmos demoraram para conseguirem expressar as ideias e conversas por meios de símbolos que representariam os sons vocálicos. A dificuldade de comunicar ideias comuns a todos os homens, é praticamente impossível ao ser humano, pois os esforços para transpor culturas e idiomas, sempre foram os maiores obstáculos encontrados. Levando em consideração mais uma vez, que estas dificuldades ainda existentes são para transmissão mensagens de homens, sabendo que a ideia humana está infinitamente distante de se comparar evidências da mensagem divina, imagine que o Senhor Deus use sua literalidade mental para transmitir seu recado aos homens, comunicar as ideias do seu universo Divino aos homens, imaginemos o Senhor Soberano dos Céus e terra, dividindo com os homens histórias do seu universo e existência. A comunicação seria inviável pois sofreria com interrupções constantes por falta de entendimento da parte dos humanos, afinal o que são séculos de escrita e comunicação dos homens para uma mente eterna e infinita do Soberano? Por isto se deve levar a sério quando as Escrituras trás a  revelação do Pai na pessoa de Jesus Cristo como está escrito pelos Apóstolos, as testemunhas oculares do Cristo:

"Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou."João 1:18; "O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós;"

Como discutir sobre a forma de uma Deus Soberano se comunicar com sua criação? Como que um Reino que possui seu discernimento espiritual, pode ter a sua comunicação condicionada a literalidade humana? E quanto a comunicação deste Deus Soberano com o seu povo ser de forma coletiva, poderá ser a mesma de forma individual? Ele fala à assembleia da mesma forma que fala ao seu súdito? Todas esta perguntas encontram seu ponto comum de raciocínio nas Escrituras Sagradas e nos Dons do Espírito Santo que a própria Escritura rege quanto aos seus funcionamentos e finalidades no Reino de Deus. Aceitar as Escrituras e ignorar os dons é o mesmo que profanar o primeiro, pois as Escrituras nunca omitiram ou proibiram os dons apenas os organizam para seu melhor proveito e utilidade para os que servem ao Senhor neste Reino que se discerne espiritualmente.

Porem não é o caso de aceitar ou rejeitar apenas manifestações espirituais, mas discerni-las é a regra exposta com mais eficácia, não ignorando que às Escrituras estão repletas de revelações além da compreensão humana, ao menos em sua forma integra, o máximo que os eruditos conseguiram e conseguirão é teologizar sobre elas, pois saber o que os autores sentiram e intencionavam quando descreveram os acontecimentos, doutrinas, revelações espirituais, é no mínimo o clímax da interpretação bíblica. Geralmente a maioria das "revelações proféticas" estão ligadas as necessidades dos homens, é comum a apresentação em diversas manifestações da revelação em um culto a exposição de necessidades como uma porta de emprego que esta para se abrir, uma cura que está para acontecer, o pecado dos homens que estavam ocultos, e outras não tão comuns. Porém quando se trata de “revelações de Jesus” nas Escrituras são realmente terríveis para a humanidade, não há uma forma de massagem do ego humano nestas revelações, muito pelo contrário. Precisamos mais destas “Revelações de Jesus Cristo” em nossos congressos, louvores, pregações, nossas igrejas precisam entender o que é uma revelação de verdade, sem se importar com o que os outros vão pensar. 

Consideremos o texto Apocalipse 9:1-15:

E o quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.
E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como a fumaça de uma grande fornalha, e com a fumaça do poço escureceu-se o sol e o ar.
E da fumaça vieram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o poder que têm os escorpiões da terra.
E foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o selo de Deus.
E foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem; e o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem.
E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles.
E o parecer dos gafanhotos era semelhante ao de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia umas como coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens.
E tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como de leões.
E tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros, quando muitos cavalos correm ao combate.
E tinham caudas semelhantes às dos escorpiões, e aguilhões nas suas caudas; e o seu poder era para danificar os homens por cinco meses.
E tinham sobre si rei, o anjo do abismo; em hebreu era o seu nome Abadom, e em grego Apoliom.
Passado é já um ai; eis que depois disso vêm ainda dois ais.
E tocou o sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro, que estava diante de Deus,
A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates.
E foram soltos os quatro anjos, que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens.

Não pretende-se no momento utilizar-se de ferramentas de interpretação para extrair do texto sua interpretações ou muito menos explicar sua simbologia rica, mas apenas mostrar que literalmente existe uma revelação catastrófica, repleta de simbolismos, porém espiritualmente mostra que existe uma outra forma de pensar a vida, e que as decisões neste aspecto estão longe das vontades humanas apenas, sem nenhum controle por parte do homem, Assim não vemos apenas simbolismos e sim a demonstração revelada de mundo espiritual que humanamente  apenas é impossível discernir. Com uma básica leitura percebe-se que está fora da realidade mental do homem moderno por mais que apreciem a ficção, mas nem perto de uma observação desta forma conseguem ter sobre o assunto. Porém escarnecem de uma realidade que deveriam temer, pois não é um homem que revela sobre um poço de um abismo onde  seres de poder atormentador inimagináveis liderados por uma liderança angelical cujo nome o texto faz questão de frisar "Abadom", sairão em busca de almas; será que imagina-se como realmente será  quando for ordenado soltar também os quatro anjos que estão presos, prontos para ferir os homens de forma horrorosa, de forma jamais vista, pois para isto serão soltos? Não aparenta que cristãos estão preocupados com este significado, pois pouco s e fala em mensagens sobre o assunto.
Ao se considerar que a situação do mundo está ruim agora, ao se considerar que muitos estão depressivos, sem ânimo, sem motivos para viver, nada tem graça, nada é interessante, então, qual sentimento  restará para ser relacionado a angustia humana quanto estas revelações, será que possuímos no nosso vocabulário a expressão?  Felizes são os que não mais estiverem nesta terra diante destes acontecimentos.(Apocalipse 9:2-15). 

Não é ficção, não é revelação de homens muito menos de espíritos é a “Revelação de Jesus" O Filho de Deus, Salvador dos homens que creram no seu nome. Sendo assim deveria esta revelação ser passada adiante com mais ênfase do que a teologia da prosperidade, curas, doutrinamento de costumes e usos nas igrejas, campanhas políticas nas igrejas e tantas outras bobagens em nome de Deus que se apregoa se em congregações evangélicas. O mundo deve saber que Cristo Revelou o que há de acontecer aos homens nesta terra. Mas falar de Satanás, demônios e o que eles podem fazer, parece não ser bem aceito por alguns cristãos. Aparente descrédito há quanto ao mundo espiritual e as coisas espirituais, mesmo que seja o Reino de Deus espiritual. A Bíblia diz que as o que é espiritual só pode ser discernido por quem também é espiritual, assim, a forma carnal ou natural de como são vistas acontecimentos e fatos podem prejudicar e muito a entendimento do que realmente está acontecendo.

Ao homem natural se deparar  com um texto como o exposto aqui (Apocalipse 9:1-15), poderá com muita espontaneidade ignorar a ideia de que exista um mundo espiritual, e que estas figuras na linguagem estão no texto para informar aos leitores apenas uma grande tragédia anunciada. Porém, ao ignorar a existência de uma revelação de um mundo espiritual, que é sem dúvida responsável por interferir no vida dos humanos, fica claro que ao que rejeitar esta outra dimensão, estes cristãos não estão mentalmente dispostos a entender as Escrituras na sua forma completa, mas apenas no seu sentido mais confortável e fácil de se compreender, que é o sentido histórico gramatical, que se discerni naturalmente qualquer livro humano. Quanto a escolha de escrever ser mais fácil esta forma de observar as Escrituras, faço isto devido a crer que qualquer que  habilitado nas ciências das letras irá entender o que na Bíblia está escrito, e se há um abrir do entendimento por parte do Senhor Deus Soberano para que se possa entender o que está Escrito Nas Escrituras, logo se vê que não bastarão as ciências humanas para tal feito. Considerando este discernimento natural, concordo também estar distante o entendimento espiritual da Escrituras Sagradas. Não a uma proposta de generalização das letras sagradas para sempre uma interpretação além do que está escrito, mas não concordar em desprezar que em algumas passagens bíblicas está claramente exposto um universo espiritual, onde as armas são espirituais, os inimigos são espirituais, e o que acontece dentro deste mundo espiritual é refletido na vida natural do homens, não é ocultismo barato, é Bíblico.

Pressupondo acreditar ou não nos dons do Espírito Santo, poderá influenciar na forma de como encaramos os dois lados da existência humana. A Primeira existência que é a natural, nascido da carne, o tão conhecido homem carnal, não poderá entender e nem discernir as coisas espirituais, nem pelo que está escrito nas Escrituras conseguirá este feito, pois se é o Senhor Jesus que abre os olhos dos discípulos para que entendam o que dele diz às Escrituras, só poderá entender os que seu entendimento for espiritualmente aberto. Neste caso entrará o nascer de novo, mas desta vês aponta para o nascer segundo a vontade de Deus. Logo nascendo da vontade de Deus, nasce da vontade do Espírito Santo, nascendo então para entender as coisas do Espírito Santo. Pergunta-se então, este novo homem viverá para entender apenas as Letras e o que a maioria dos homens naturais do mundo entendem? Se a resposta for sim anula-se toda a ideia da necessidade do nascer de novo, já que continuará sua vida natural, sem entender o que ocorre no mundo espiritual. Não se pode ignorar que a Bíblia possui muito mais que literalidade, poesias, história e figuras de linguagens. A Bíblia é a Palavra de Deus aos homens e literalidade, poesias, história e figuras de linguagens, é apenas a maneira de comunicar a mensagem, a mensagem é para o humano mais não é humana. 

"Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus." João 3:18
"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." João 1:14

Presbítero
Israel Lopes
 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

O Grande, aquele que é chamado Filho do Altíssimo






“E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. E a sua fama correu por toda a Síria, e traziam-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos, e ele os curava. E seguia-o uma grande multidão da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia, e de além do Jordão.”Mateus 4:23-25

Mesmo Jesus tendo ressuscitado, declarado vivo, muitos ainda falam sobre o Senhor como se estivesse no túmulo. Quando Jesus passou por esta Terra ensinou nas sinagogas, pregou o evangelho do reino, curou todas as enfermidades e moléstias entre o povo que entravam em contato com sua pessoa, sua fama foi inevitável por tamanha obra realizada entre os homens. Quem conhecia alguém em sofrimentos como: Tormentos, diversas doenças, pessoas possessas por demônios, doentes mentais, portadores de diversos tipos de paralisia, JESUS CURAVA A TODOS. Inevitavelmente multidões o seguia Mateus 4:23-25. Sua declaração “Eu sou o alfa e o ômega” significa que Deus é eterno, o princípio e o fim de tudo: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo Poderoso” Apocalipse 1:8. Em uma de suas conversas com seus discípulos citou: "Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto. João 14:7, Todos sabem que Deus tem todo o Poder, é Soberano, e suas obras não estão expostas a julgamentos humanos, pois lhes excede o entendimento. Em uma discussão com homens que estavam em posição de entender as Escrituras Sagradas, mas infelizmente não conheciam o Poder de Deus, descreveu a intima ligação de Pai e Filho, que deixou irritado os que o acusavam de blasfêmia por se declarar filho de Deus.

Jesus apresentou-se como Filho do Deus altíssimo não de forma filosófica, não apresentava ser a representação de Deus de forma demagoga, mas com disposição de mostrar que o Poder do seu Pai Deus estava sobre sua vida, provando com obras maravilhosas por onde passava. Dizia abertamente que fazia as obras maravilhosas a qual o povo presenciava, por ser Filho de Deus, pois um Filho nada poderia fazer se o não vir fazer o Pai. (João 5:19,20). Assim declarado estava que Jesus de Nazaré faziam Maravilhas pois o Pai era com sua vida, o filho e o Pai são um só. Estas declarações apenas faziam crescer a ira dos que estavam em posição diante do povo de representar o que era sagrado, o ministério sacerdotal de Caifás, na época, envolvido em corrupções políticas e mentiras, envolvido com governantes e interesses territórias não representavam mais os interesses do Criador,. O fim tinha chegado para estes sistema sistema sacerdotal terrestre, este que não possui curas, libertações, este que pessoas endemoniadas continuavam sofrendo com possessões e largadas como bichos selvagens, enquanto que os sacerdotes continuavam cuidando dos seus afazeres religiosos, anunciando a santidade particular sacerdotal. Quando surge Jesus anunciando uma mensagem desintoxicada, pura, verdadeira, e que como luz intensa desfazia as trevas a que o povo estava submerso, restava aos que apenas possuíam o sacerdote terrestre acusá-lo de blasfêmia por trabalhar não como homem mas como filho de Deus. A única solução restando para um governo sacerdotal corrompido é dar asas a injustiça, foi o que fizeram cumpriram os desígnios dos seus corações irados com o operar do Espírito Santo, pois para fazer as obras que o Filho de Deus fazia aos homens, teriam que ter o Espírito de Deus. O sacerdócio terrestre estabelecido pelo Senhor na antiga aliança, não mais reconhecia o Senhor que o estabeleceu, desta forma procuravam meios para matar o Senhor Jesus Filho de Deus. Em umas das declarações, Jesus lhes diz: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”.João 5:17,18

Jesus não continuou um sacerdócio terrestre, de maneira nenhuma. Jesus o Cristo inaugurou um Sacerdócio celestial, e segundo às Escrituras este sacerdócio não tem fim. No passado foi erguido um sacerdócio terrestre, homens escolhidos e em grande número para que fossem substituídos pois estes mesmos padeceriam pela morte, e o cuidado do que era Sagrado em Israel deveria ser continuo. A morte sempre seria o sinal de que não teria estes homens por mais que cuidasse do Sagrado, a imortalidade assim estavam ainda debaixo da maldição do pecado de Adão, diferente de Jesus Cristo cujo o sacerdócio é para sempre pois venceu a morte. (Hebreus 7:23,24). Por mais estivessem em contato com o Criador dos Céus e Terra, não poderiam fazer ou entender nada que o Soberano não revelasse de si mesmo a eles. Mas em Jesus é diferente, este declara-se Filho, intimo do seu Pai o Criador, o Soberano, porém esta declaração não fica apenas por seu testemunho. O Senhor Jesus sempre colocou por sua testemunha Deus, e as obras maravilhosas, curando todo tipo de enfermidade, libertando pessoas das opressões malignas, ensinando as verdade do reino de Deus, sendo assim seguido por multidões, serviriam de provas de que Deus o Pai tinha enviado seu Filho para habitar entre os homens e evangelizá-los. Porém ao mesmo tempo soava esta declaração como uma condenação aos que detinham autoridade religiosa sacerdotal e não reconheciam em Jesus este Reinado Eterno como Filho do Deus Altíssimo, pois deixava claro que os mesmos não estavam em sintonia com o Criador, pois além de não reconhecer as obras que Jesus maravilhosas que Jesus fazia, ainda atribuía as mesmas obras a demônios, embora Jesus ainda tendo refutado esta acusação quando disse que da mesma forma que um reino dividido não subsistiria lutando contra si mesmo, desta forma ele Jesus não estava expulsando demônios pelo poder do próprio demônio. Mas era incansável a rebeldia sacerdotal a voz do Espirito de Deus, e persistiram em acusar a Jesus como como impostor, Por isso Jesus testificou deles como desconhecidos do Pai:
“Mas eu tenho maior testemunho do que o de João; porque as obras que o Pai me deu para realizar, as mesmas obras que eu faço, testificam de mim, que o Pai me enviou.” E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu parecer.”João 5:36,37

O Eterno Criador testemunhou do seu Filho Jesus através de curas milagrosas, libertações; Jesus ensinava que o Reino dos Céus era chegado, a religiosidade sacerdotal preferia que os enfermos continuassem a sofrer, endemoniados continuassem sem libertação, e que as verdades dos céus continuassem ocultas aos homens através do que representava o véu do Templo para eles sacerdotes. O testemunho do Criador é anunciado a Maria a mãe do senhor Jesus quando na terra estava, este testemunho através do anjo descrevia que Jesus seria grande, seria chamado Filho do Altíssimo, e seu reinado seria Eterno:

“Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.”Lucas 1:30-33.

O testemunho do Criador sobre Jesus continua quando o Senhor Jesus é batizado nas águas do rio Jordão e uma voz testificando que ele é o Filho do Deus Altíssimo: “E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Mateus 3:16,17 . Ainda existe o testificar de Deus pelas obras que Jesus o Filho de Deus começa a efetuar entre os homens, Jesus parte para a ação de apregoar as verdades do reino, e ensinar aos homens sobre as coisas espirituais, multidões logo passam a seguir-lhe pois este não fala de Deus como sacerdotes que o povo já era conhecedor, mas sua fala estava como alguém que tinha autoridade, nos seus sermões a multidão ficava admirada por isto: “E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina; Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas. Mateus 7:28,29, não poderia ser diferente pois segundo o anuncio do anjo este seria chamado Filho de Deus: “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.Lucas 1:35

Diante de tamanha prova e testemunho divino de quem é o Senhor Jesus e a procedência do seu Sacerdócio Eterno, há resistência e não são poucas, quanto viver uma nova aliança no seu sangue. Homens são tentados a viver debaixo de sacerdócio terrestre repleto de muito ritualismo, simbolismo, uma aliança já superada pelo pacto instaurado por Deus na morte e ressurreição de Jesus Cristo. Uma religiosidade sem ação espiritual, sem maravilhas, sem curas, sem libertação, onde demônios habitam corpos humanos fazendo de alguns depósitos de insanidade, e de outros criadores de insanidades; moléstias de todos os tipos assolam a humanidade, algumas existentes desde a queda do homem outras desenvolvidas por homens malignos onde usufruem de um posicionamento de vassalos a trabalho das trevas.

A humanidade no século XXI necessita urgentemente do Filho de Deus. O amor religioso e cumprimento das regras estabelecidas por líderes e sacerdotes, ritos denominacionais, estudos minuciosos de significados das palavras e seus contextos escriturísticos, tudo soa muito bem e elegante, mas a humanidade ainda continua com seus demônios.

Seguidores e amantes das letras e do saber, conseguiram ao longo do tempo entender muito sobre causas dos temores, distúrbios, patologias, como entender que fisicamente se pode afetar o sentir da alma pela deficiência de hormônios como endorfina, serotonina, dopamina e ocitocina. Assim detectaram com destreza estas substancias interferem no cotidiano da vida do homem e estão relacionadas ao bem-estar geral. Declaram assim, que os níveis hormonais adequados são essenciais para a saúde física e psicológica do ser humanos. Humanos deste século conseguiram avançar passos a frente dos seus antecessores, descobriram o que falta, descobriram também que é possível repor em alguns casos o que falta de forma e artificial, mas ainda não sabem o motivo da falta, qual o motivo que homens, mulheres, jovens, crianças, passam a adquirir deficiências nas substancias que são responsáveis pelo prazer, e quando hormônios começam a faltar e ninguém não se resolve o problema, quando a ciência não alcança os humanos que possuem suas deficiências, para ajudá-los de forma temporária adiando um fim anunciado, então o fim é breve, e mesmo que anunciado, a humanidade impotente nada pode quanto as suas deficiências. Que segundo a ciência são hormonais.

O homem precisa como sempre necessitou da intervenção do Filho de Deus na sua vida; Somente o sacerdócio Eterno, celestial de Jesus Cristo, coloca em ordem o que está em desordem; A Igreja urgente deve retornar ao ministério espiritual e deixar de se iludir com os governos deste mundo permitindo as cadeias que aprisionam a alma dos homens. Todos que estudam às Escrituras sabem de onde procedem estas prisões espirituais, mas para que o mundo admire a Igreja e seus membros, estes tornam-se filosóficos e demagogos, enquanto almas se distorcem em suas dores de morte. A humanidade pede socorro, em leito de morte e a igreja fornece seus xaropes fabricados nos seus porões religiosos e denominacionais.

Eis o que o mundo sempre precisou e no Século XXI não é diferente: “E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. E a sua fama correu por toda a Síria, e traziam-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos, e ele os curava. E seguia-o uma grande multidão da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia, e de além do Jordão.” Mateus 4:23-25

Nada mudou em toda existência humana, os homens apenas se descobriram mais doentes, e a cada dia provam que são incapazes de com seu amor fabricado sob a filosofia humana chegar a salvação de sua espécie.

Jesus Cristo cura, liberta os cativos e oprimidos, da força aos cansados, concede a vida Eterna a todos os que creem em seu nome. "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para avida.João 5:24

“Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo Poderoso.” Apocalipse 1:8



Presbítero
Israel Lopes