sábado, 17 de fevereiro de 2018

Seguindo a Jesus e não os poderosos da terra


Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; Efésios 2:20

Pensando no texto acima e presenciando a quantidade de falácias que aparecem a cada dia nas Igrejas cristãs evangélicas, se vê o quanto a Igreja Evangélica passou a ouvir e seguir outros que não são os Apóstolos, Profetas e Jesus. No texto acima não existe o nome de líderes políticos poderosos, para que a Igreja venha ouvi-los e fazer tudo que eles decidirem por verdade. Então com quem a Igreja do cristã aprendeu a seguir os grandes líderes políticos em suas decisões, quando estas contrariam as Escrituras? 

Os Assuntos que tomam os noticiários estão em volta da decisões de Líderes de grandes potencias mundiais. É de conhecimento de muitos que não há novidades quando falam de territórios no Oriente Médio transformados em palcos de disputas de grandes potências, pois não é de agora que o lugar é colocado como alvos de guerras que com participação efetiva de tropas de grandes potências mundias, para lembra pode-se citar Iraque e Líbano. Assuntos como, como o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, ignorando o povo palestino e seu sofrimento por não possuir um estado reconhecido, mas não apenas isto como também a própria intinção do Estado de Israel, que sem reserva emocional é apregoada por centenas de inimigos dos judeus. Tratando das regiões citadas seria fácil resolver olhando para a inexistência de um dos lados habitando as terras. 

Não é deste texto o objetivo de aprofundar-se nas questões de conflitos políticos e geográficas nem da região do Oriente e nem em outro lugar no mundo, mas usar como exemplo o caso de Israel e Jerusalém, como o povo palestino como ponto de partida e tentar saber até onde estaria correto igrejas cristãs e seus fiéis seguirem a ideia e a marcha de políticos de grandes potências mundiais quanto as suas decisões. Até onde podemos enxergar Jesus Cristo e seu Evangelho nas cruzadas modernas que ameaçam  o mundo globalizado em nosso dias. Como se não bastasse, milhares de evangélicos levantam em apoio aos líderes destas grandes potências, erguendo a bandeira de algumas nações e demonizando bandeiras de outras nações, em particular como cristãos estamos tratando do clássico conflito judeu árabe, Estado de Israel e ainda não reconhecido nem por Israel e nem por grandes potências mundiais. No lado cristão muitos como um amuleto de sorte, colocam Israel como povo de Deus e os palestinos recebem a generalização de terroristas, não importando as consequências que se dá aos milhões de Palestinos que moram na região. A bandeira de Israel é mais uma bandeira entre tantas. E é sobre isto que este texto tentará expor, qual o motivo de tanta idolatria por parte dos cristãos para com a bandeira de Israel? Não bastaria o respeito como nação? Será que cristãos em todo o mundo estão sendo liderados pelas Escrituras quanto ao que os Apóstolos, profetas e Jesus ensinou ou definitivamente as influências são os grandes líderes que misturam suas conquistas e obras humanas com as conquistas e obras de Deus? 

Os evangélicos, cristãos não são judaizantes, somos cristãos e não judeus.  João explicou, os Apóstolos explicaram JESUS explicou até Pilatos entendeu, mas os cristãos do nosso tempo preferem ouvir e seguir um Líder Americano (digo americano pois ele começa esta investida). Um líder de uma nação, “todo poderoso”, trazendo uma forma sutil de idolatria para uma Jerusalém terrestre e promovem a miséria em troca de um nacionalismo judeu e Americano. E empenho e busca pela Paz onde fica? Isto é obrigação cristã.

Antes do combate a idolatria que evangélicos fazem de Israel como povo de Deus, vamos investigar alguns pontos históricos que envolvem os judeus e palestinos. Quanto a Israel e a forma que os cristãos devem olhar para esta nação, Paulo deixou explicado de forma magistral na carta aos Romanos 9:  Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas; Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência. “ (Romanos 9:6-8)

Ao ler uma noticia: A Liga norte-americana de basquetebol (NBA) retirou esta sexta-feira a menção a “Território Ocupado da Palestina” do seu site, na lista de países dos internautas de todo o mundo que elegem os jogadores para o 'All Star Game'.[...] O governante israelita referiu-se mesmo à Palestina como um "estado imaginário" e considerou que a palavra "ocupado" é suscetível de "causar dano e distorcer os factos e a realidade histórica".
Percebe-se na noticia que a máquina política internacional que favorecesse o desmerecimento de um povo ainda está funcionando, agora é lamentável que mesmo que indiretamente através de um povo que sentiu na integra os efeitos desta máquina. Quem quiser pode ler mais sobre o assunto de como os nazistas utilizava da comunicação para desfavorecer judeus, aliás, que é vasto na internet.  Na enciclopédia do holocausto obtemos informações:
A propaganda nazista também preparava o povo para uma guerra, insistindo em uma perseguição, real ou imaginária, contra as populações étnicas alemãs que viviam em países do leste europeu em antigos territórios germânicos conquistados após a Primeira Guerra Mundial. Estas propagandas procuravam gerar lealdade política e uma “consciência racial” entre as populações de etnia alemã que viviam no leste europeu, em especial Polônia e Tchecoslováquia. Outro objetivo da propaganda nazista era o de mostrar a uma audiência internacional, em especial as grandes potências europeias, que a Alemanha estava fazendo demandas justas e compreensíveis sobre suas demandas territoriais.[...]O regime nazista até o final utilizou a propaganda de forma efetiva para mobilizar a população alemã no apoio à sua guerra de conquistas.”
https://www.ushmm.org/wlc/ptbr/article.php?ModuleId=10005202
Esta ocorrência mostra o quanto estão decididos para retirada dos palestinos das terras em que estão se não saírem por vontade (que não vai acontecer, pois ninguém sai de sua casa por vontade própria para outro morar), tudo indica que a saída força será questão de tempo. Israel e seu Aliado EUA promovem neste ano a maior lambança que já se viu quando o assunto é a busca pela Paz. Interessante que há semelhança nas atitudes, mas com uma campanha de direitos garantidos historicamente e Bíblico. Mesmo que Bíblico pela metade, pois Judeus não acreditam no NT como Livro Sagrado.

Politicamente os britânicos possuem muita responsabilidade no que se refere às terras da palestina, pois abriram mão do controle do local. Criando assim uma instabilidade e tensão que se agravaria mais ainda com a ideia da criação do Estado de Israel na Região. A ideia de extermínio sempre esteve rondando as mentes palestinas, entende-se e por povos palestinos neste caso também judeus. Como os árabes não aceitarem a partilha das terras entre os dois povos, segue-se uma onda de violência que até hoje existe, uma lamentável ideia de extermínio do povo judeu instalou-se nas mentes de alguns líderes árabes. Para Mais informações sobre este tema no site http://www.conib.org.br;
Em 1947, os britânicos decidiram sair da “Palestina que restou”, por não conseguirem administrar os conflitos entre árabes e judeus, e solicitaram à ONU uma decisão sobre o território. Em 29 de novembro de 1947, a ONU, em Assembleia Geral presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, aprovou o plano de Partilha da Palestina (Resolução 181), com a criação de um Estado judeu e um Estado árabe (note que a ONU não se refere a um Estado palestino, mas árabe). Pois se o território da Palestina seria partilhado, os dois Estados advindos desta Partilha seriam obrigatoriamente palestinos, o árabe e o judeu. Os judeus aceitaram a Partilha; os árabes, não. Resultado: o Estado judeu palestino é Israel; os árabes não aceitaram a Partilha e, nas muitas guerras que se seguiram após a fundação de Israel, mostraram que estavam mais preocupados em destruí-lo do que em construir o seu Estado. Em 30 de novembro de 1947, um dia após a recusa da Partilha pelos árabes, começou uma espiral de violência - incitada pelos líderes árabes e não pelo povo palestino.

O Estado de Israel consideram a área da Palestina, (nome dado pelos Romanos para província da Judeia) a terra prometida que por Deus foi prometida ao profeta Abraão. A área abrange Israel, Palestina, Cisjordânia, Jordânia Ocidental, sul da Síria e Sul do Líbano. Os chamados patriarcas a receberam após o Êxodo. O problema surge neste contexto religioso de forma muito forte, pois os árabes rejeitam, alegando que o filho de Abraão, Ismael, é seu antepassado também.  Outro problema que muitos insistem em não lembrar se refere ao problema é que Israel foi retirado das terras justamente por desobedecerem ao seu Deus seguindo aos costumes das nações que ali já abitaram. “Deus avisou o povo “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou o Senhor vosso Deus. Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual vos levo, nem andareis nos seus estatutos. Fareis conforme os meus juízos, e os meus estatutos guardareis, para andardes neles.  Eu sou o Senhor vosso Deus.” (Levítico 18:2-4).

Israel subiu em conquista em tempos de glória nas mãos de Josué, Davi, Salomão, apesar de que este último gerou a desgraça de Israel, este foi responsável por Israel entrar na estrada da idolatria que daria a perda do direito de habitar nas terras prometidas. Aí se dá Reino do Sul, Reino do Norte, e no final nenhum Reino, pois como promessa de Deus também, embora não lembrada pelos sionistas e nacionalistas americanos, está nas Escrituras a tão grande derrota espiritual de Israel: “Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Assim diz o Senhor: Do mesmo modo farei apodrecer a soberba de Judá, e a muita soberba de Jerusalém. Este povo maligno, que recusa ouvir as minhas palavras, que caminha segundo a dureza do seu coração, e anda após deuses alheios, para servi-los, e inclinar-se diante deles, será tal como este cinto, que para nada presta.” Jeremias 13:8-10;
Mas séculos se passaram e a Palavra de Deus que não é jogada ao vento, ao contrário se cumpre, Israel perde o direito às terras que Deus deu, pois Israel fez o mesmo que as nações que habitavam as terras faziam e isto não agradou ao Senhor Criador Deus dos Hebreus, pois a recomendação foi: “Porque o meu anjo irá adiante de ti, e te levará aos amorreus, e aos heteus, e aos perizeus, e aos cananeus, heveus e jebuseus; e eu os destruirei. Não te inclinarás diante dos seus deuses, nem os servirás, nem farás conforme às suas obras; antes os destruirás totalmente, e quebrarás de todo as suas estátuas.(Êxodo 23:23,24); mas a realidade foi : “Este povo maligno, que recusa ouvir as minhas palavras, que caminha segundo a dureza do seu coração, e anda após deuses alheios, para servi-los, e inclinar-se diante deles, será tal como este cinto, que para nada presta.” Jeremias 13:8-10;

Deus Soberano pode erguer uma nação segundo a sua vontade, ele mesmo disse a Moisés sobre isto, assim não é a nação que Deus ergue que é especial é o Deus desta nação que merece toda a atenção, como fica explicito no texto em Êxodo: “Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis que é povo de dura cerviz. Agora, pois, deixa-me, para que o meu furor se acenda contra ele, e o consuma; e eu farei de ti uma grande nação.” (Êxodo 32:9,10Mas os tempos são outros, o Deus é o mesmo Deus, porém o seu plano de salvação se cumpriu em Jesus, e Israel como qualquer outra nação tem que se dobrar ao Rei Jesus. A pregação em Atos dos Apóstolos deixa isto claro isto:

E, levantando-se Paulo, e pedindo silêncio com a mão, disse: Homens israelitas, e os que temeis a Deus, ouvi: O Deus deste povo de Israel escolheu a nossos pais, e exaltou o povo, sendo eles estrangeiros na terra do Egito; e com braço poderoso os tirou dela; E suportou os seus costumes no deserto por espaço de quase quarenta anos. E, destruindo a sete nações na terra de Canaã, deu-lhes por sorte a terra deles. E, depois disto, por quase quatrocentos e cinquenta anos, lhes deu juízes, até ao profeta Samuel. E depois pediram um rei, e Deus lhes deu por quarenta anos, a Saul filho de Cis, homem da tribo de Benjamim. E, quando este foi retirado, levantou-lhes como rei a Davi, ao qual também deu testemunho, e disse: Achei a Davi, filho de Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade. Da descendência deste, conforme a promessa, levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel;(Atos 13:16-23)

É inadmissível a volta dos cristãos ao pensamento do Êxodo para fazer justiça, ressuscitarem assuntos mortos e já decididos pela história, remarcarem os territórios, sair apoiando extermínios de povos, se não dá para fazer isso alegando ser bíblico, pois os contextos são outros, o que fazem evangélicos e cristãos do mundo acreditar que estão certos quando aceitam e apoiam as investidas militares contra palestinos alegando que eles estão em terras que não são deles, baseando-se na historicidade bíblica? 
Revendo o texto Bíblico já citado acima (Atos 13:16-23), onde  Paulo solicitando silêncio trás uma explicação evangelística aos à Israel, se percebe claramente que se existe dois povos que não entenderam ainda a grande obra de salvação através de Jesus o Filho de Deus, estes são árabes e Judeus. Mas Jesus nasceu de pais judeus e  o que aconteceu foi mais uma vez ao contrário do que se esperava do Povo de Deus. Eles não receberam e nem aceitaram a Jesus como Filho de Deus; “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome;” (João 1:11,12)

Nos textos a seguir se observa que a forma idolatra de tratar Israel não é bíblico.

Pregam a preferência de Deus por fatores históricos às suas terras, mas os Apóstolos (rejeitados por eles) nos ensinaram diferente; "Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam." (Romanos 10:12);"Qual é logo a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão?" (Romanos 3:1); "Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo, e em todos." (Colossenses 3:11);

O próprio Jesus deu exemplo e se posicionou quanto ao seu povo e o restante dos povos, e fez questão de mostrar que samaritanos que tanto judeus escondiam por tradições; "Tendo eles, pois, testificado e falado a palavra do Senhor, voltaram para Jerusalém e em muitas aldeias dos samaritanos anunciaram o evangelho." (Atos 8:25);

Quem diria até Pilatos entendeu, que judeus entregando Jesus, rejeitando a ele Jesus, se faziam responsáveis diretos pela sua morte;
"Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?" (João 18:35);

Entre 10 um leproso volta e adora agradece ao Senhor pela cura, vejam só quem ele era, um SAMARITANO. Mostrando mais uma vez que Jesus está além das fronteiras de Israel e Jerusalém:

"E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passou pelo meio de Samaria e da Galileia; E, entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe; E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós. E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos. E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz; E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano."
(Lucas 17:11-16)

E tantos outros textos bíblicos envolvendo os samaritanos poderia-se expor, mostrando que a divisão, a barreira sustentada por Israel e os outros povos, judeus e gentios, já não tinham valor algum diante de Deus pela pregação do Evangelho de Jesus Cristo, mas o evangélico insiste em colocar Israel em lugar de milagreiro e em exclusividade dos outros povos da terra. Na Bíblia está escrito: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16)

Este texto é mais que suficiente para entender que o nascimento de Jesus Cristo inauguração de uma nova época, uma nova forma de olhar o Deus de Israel, que agora busca na plenitude dos tempos salvar o mundo e não apenas Israel. Que Israel não aceite isto é compreensivo, mas os cristãos seguirem a Israel em uma escalada sionista, não é aceitável. Jesus não escondeu e nem camuflou a vergonha de Jerusalém, não enalteceu Jerusalém, ao contrário acusou-a: "Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!" (Mateus 23:37); Jesus também não poupou sentenças as terras dos judeus, mesmo sendo um judeu.  "E tu, Cafarnaum, que te ergues até ao céu, serás abatida até ao inferno; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. Eu vos digo, porém, que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti."(Mateus 11:23,24);

Jerusalém onde Jesus é o Rei esta é Santa e Universal assembleia de Deus com os seus santos, não é esta Jerusalém terrestre. A Jerusalém terrestre sempre foi palco sangue e idolatria. "Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe de todos nós." (Gálatas 4:26); Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos; À universal assembleia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel."(Hebreus 12:22-24);
Resta saber com quem os cristãos e evangélicos aprenderam a venerar Jerusalém terrestre e ter Israel como espécie de amuleto? “E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu,” (Apocalipse 21:2); Deus não se esqueceu de sua Palavra, mas não haverá de cumpri-la como o homem quer ou interpreta com suas misturas políticas e ímpias, favorecendo alguns e  cometendo genocídio a outros. “Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.” (Apocalipse 21:9,10);“E tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.”(Apocalipse 21:12); 

Intrigante é esta revelação para os que idolatram Israel e a Jerusalém terrestre. Israel Não precisa acreditar, pois não reconhece o NT como Palavra de Deus, mas cristãos de todo o mundo deveriam sim atentar com mais cuidado para os líderes mundiais de forma crítica, pois não se faz justiça com injustiça. Os nomes dos Apóstolos estão lá, pois o Filho de Deus os escolheu um a um. “E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.”(Apocalipse 21:14); O mais interessante é que, o NT, os evangelhos, Jesus como o Filho de Deus e os Apóstolos são reconhecido pela nação de Israel. Assim continuo o meu questionamento, com quem a igreja cristã  aprendeu a idolatrar a nação de Israel?

Que diríamos então, seremos contra Israel em tudo, inimigos de Israel? Claro que não, apenas como cristãos teremos que estar  ao lado da verdade, e se a verdade é Cristo e Israel não aceitou o Filho de Deus, então compactuarmos com quem é contra Cristo é também ser contra a Verdade. Cristo é a mensagem de vida aos homens, qual o motivo que a Igreja cristã e evangélica prefere mensagens de morte? “Aparte-se do mal, e faça o bem; Busque a paz, e siga-a. Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, E os seus ouvidos atentos às suas orações; Mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal.”(1 Pedro 3:11,12). O Ocidente está fazendo o bem no Oriente? As nações estão se esforçando para promoção da Paz? Para muitos é difícil, mas aos olhos do Criador está claro e cristalino o engano das nações poderosas quanto aos que não possuem suas terras. Se Deus é Justiça, haverá Justiça.

Com quem a igreja cristã aprendeu a idolatrar a nação de Israel? A ponto de dar apoio a conflitos armados contra outras nações em desvantagem bélica e econômica no lugar de buscar a Paz?

Não nenhuma nação em tempos modernos deve aceitar a escravidão física e psicológica, e os esforços dos poderosos se querem agradar ao Criador, ter o sono tranquilo, devem empenhar-se em obter e promover a Paz e não a Guerra. A Igreja Cristã deve sim interceder ao Senhor Rei dos Reis para que Líderes obtenham as melhores decisões possíveis, para que vivamos em paz nesta terra, possamos criar nossos filhos e netos.
O contrário disto significa que estão seguindo outros, não a Jesus ou Apóstolos. Nos textos que se seguiram se observa que a forma idolatra de tratar Israel não é bíblico e cristãos do mundo todo devem agir com justiça, promovendo a Paz e não a guerra.

Presbítero
Israel Lopes

A Palavra de Deus é estranha para o velho homem



"Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha; doutra sorte o mesmo remendo novo rompe o velho, e a rotura fica maior. E ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutra sorte, o vinho novo rompe os odres e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; o vinho novo deve ser deitado em odres novos."

O texto em Marcos 2:21,22 fala sobre um evento onde interrogaram Jesus Cristo sobre os motivos a qual discípulos de João jejuavam e os de que seguiam a Jesus não utilizavam desta prática. A resposta do Senhor Jesus possui muito a ver com o fracasso espiritual dos escribas e fariseus observados nos versículos anteriores deste mesmo capitulo do Evangelho de Jesus que possui a escrita atribuída a Marcos. Observa-se isto na cura do paralitico, onde surge o questionamento sobre o poder para perdão dos pecados: "Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? Marcos 2:7; no questionamento quanto a vida em santidade de Jesus por causa de sua ida e comer e estar com o Levi, sim Jesus chama a Levi e vai até sua residência e isto provoca o seguinte questionamento aos escribas e fariseus:"E os escribas e fariseus, vendo-o comer com os publicanos e pecadores, disseram aos seus discípulos: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores? Marcos 2:16. Estes exemplos colocam em evidência na resposta de Jesus quanto ao jejum dos seus discípulos e dos discípulos de João, que mesmo que estivessem fazendo algo que era nobre e correto, ainda assim seria sem valor, pois estavam fazendo de baixo de valores espirituais estabelecidos em uma aliança espiritual feita no Pentateuco e perdida na consciência envelhecida dos que observavam a Lei e as tradições no tempo presente, se referindo ao sua passagem na terra. A nova aliança com Deus estava sendo estabelecida, a obediência aos preceitos divinos, a obediência a Palavra de Deus e atitudes conforme a esta Palavra, precisavam ser reciclados para serem observadas conforme a nova aliança. Porém em que se diferenciaria, já que não houve da parte do Senhor Jesus a rejeição do jejum naquele momento? Ao olhar para leitura do texto em Marcos, se admite que tanto o vinho como o remendo de pano são novos, mas a roupa e os odres são velhos. Com isto se admite que o que é espiritual e no momento tratava-se do jejum, pois era o que estavam tratando, é sempre novo, mas os homens em seus delitos e pecados, sem mentes transformadas, sem vida espiritual em Deus, anulam os efeitos dos resultados espirituais advindos da observação da Palavra de Deus, a renovação pela nova Aliança no Sangue de Jesus Cristo, trás esta mentalidade renovada e preparo de novas roupas e odres novos para o recebimento do que é espiritual e o espiritual aqui destaco a Palavra de Deus. 

Com isto volto no passado a um texto que encerra os Escritos do AT, onde encontramos não elogios ou comemorações por uma obediência, mais sim repreensões para um sacerdócio e povo que já não honravam mais ao Senhor que os separou. Utiliza-se deste texto bíblico neste texto, para mostrar que definitivamente, semelhante as respostas para os fariseus e escribas em Marcos 2, Não, não é a Palavra que perdeu sua eficácia, mais é o homem que está corrompido, nunca foi a Lei de Deus que esteve errada e sim o sacerdote que já não servia para seu oficio. Ao homem é necessário nascer do Espírito de Deus, nascer de novo para entender do Reino de Deus.

"O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou Senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome? Ofereceis sobre o meu altar pão imundo, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que dizeis: A mesa do Senhor é desprezível. Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; porventura terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o Senhor dos Exércitos."(Malaquias 1:6-8)

Aqui para este estudo utilizaremos o tema "Dízimo", por ser este tema controverso entre diversos cristãos e não cristãos, mas poderíamos colocar outros temas sitados na Lei de Deus, sua Palavra. Quando há o questionamento sobre os dízimos e ofertas, logo observa-se que questiona-se o assunto e tema errado para se resolver um problema de corrupção, sim pois é isto que se reclama, a corrupção, pois ao avistarem tantos enriquecendo as custas de dízimos e ofertas, os mais fracos na fé logo passam a duvidar da idoneidade do tema DÍZIMO. O contexto de Malaquias é de um povo avarento e rebelde que esquecera que existia uma separação para o manter da religiosidade de Israel em ordem, e também para os que a este fim foram separados. Tinham ordem do próprio Deus de viverem do que o povo trouxessem, na realidade o Senhor se prontificou de cuidar deles. É lido em Malaquias uma triste verdade quanto ao povo separado para exercer uma função excelente, eles esquecem de honrar a Deus, esquecem de anunciar as verdades de Deus e vive-las, mas não é um esquecimento causado por enfermidades, velhice e sim por desobediência e desonra ao seu chamado para ser boca de Deus aos homens. Sua obras são de total reprovação, se os sacrifícios do povo perante o Senhor não fazem mais justiça a grandeza do Senhor Deus Criador:"A mesa do Senhor é desprezível. Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau?" a geração de sacerdotes que vemos recebendo do povo ofertas e dízimos nos tempos de Malaquias não fica para trás: "Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos. Mas vós vos desviastes do caminho; a muitos fizestes tropeçar na lei; corrompestes a aliança de Levi, diz o Senhor dos Exércitos." (Malaquias 2:7,8). 

O livro do profeta Malaquias deixa claro algumas das principais observações por parte do Senhor sobre como nação e sacerdotes estavam procedendo diante do Senhor Deus Criador. Interessante é que mesmo sendo distante dos nossos tempos, conhecendo a história do povo de Israel e como o Senhor os separou no passado para glorificação do seu nome, não é difícil entender estas observações como também é quase que impossível traze-las para nosso tempo em aplicação quanto a tanta apostasia nas Igrejas e conduta erradas de muitos líderes religiosos cristãos, afinal estamos tratando do mesmo Deus dos Cristãos, épocas e histórias diferentes, mas o mesmo Deus e os mesmos pecados dos homens.

Ao povo uma observação do Senhor: "vós ofereceis o que foi roubado, e o coxo e o enfermo; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu isso de vossa mão? diz o Senhor.: "Pois seja maldito o enganador que, tendo macho no seu rebanho, promete e oferece ao Senhor o que tem mácula; porque eu sou grande Rei, diz o Senhor dos Exércitos, o meu nome é temível entre os gentios." Malaquias 1:13,14 Aos sacerdotes também a observação é dura quanto a reprovação: "vós ofereceis o que foi roubado, e o coxo e o enfermo; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu isso de vossa mão? diz o Senhor. Pois seja maldito o enganador que, tendo macho no seu rebanho, promete e oferece ao Senhor o que tem mácula; porque eu sou grande Rei, diz o Senhor dos Exércitos, o meu nome é temível entre os gentios." Malaquias 1:13,14

E os motivos gerais quanto a repreensão também são expostos: "vós ofereceis o que foi roubado, e o coxo e o enfermo; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu isso de vossa mão? diz o Senhor. Pois seja maldito o enganador que, tendo macho no seu rebanho, promete e oferece ao Senhor o que tem mácula; porque eu sou grande Rei, diz o Senhor dos Exércitos, o meu nome é temível entre os gentios." Malaquias 1:13,14

O Senhor também adverte toda a nação com suas fazendas: "Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. (Malaquias 3:9-11)

É uma verdade que literalmente na nova aliança na era da Igreja este povo como existia não existe mais, pois estamos falando dos sacerdotes e toda linhagem de LEVITAS em Israel, voltados aos culto do Deus hebreu estabelecido nos escritos do Pentateuco. Desta forma estariam, podem pensar, todos desobrigados a algum tipo de obediência ou prestação de contas religiosas, contribuição do dízimo, pois primeiramente por a maioria da igreja cristã ser formada de gentios e estarmos na nova aliança certo? Há controvérsias sérias quanto a isto. Primeiro ha o dever de entender que não se trata apenas de fatos históricos de um povo somente, não se trata de uma faze em uma dispensação distante e diferente da que a igreja se encontra apenas, se deve considerar que se trata de PALAVRA DE DEUS, está escrito, registrado como algo que saiu da boca de um profeta do Senhor como está registrado: "Peso da palavra do SENHOR contra Israel, por intermédio de Malaquias.(Malaquias 1:1). Como podemos ter a Bíblia completa como canônica e selecionar partes para reverenciar em obediência?

Não se tem como negar que os tempos são outros e Israel hoje é diferente e muito do Israel bíblico, mas a aliança no sangue de Jesus Cristo não é diferente para os cristãos, ao menos não deveria ser. Quando escrevo sobre haver controvérsias sobre a obediência e observação do que foi relatado e advertido em Malaquias ao povo de Israel, está ligado ao evangelho necessitar das mesmas ponderações nos dias atuais. Malaquias ainda profetiza aos que dizem servir ao Deus Criador Pai do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

É sabido que em muitos locais isolados de ajuda financeira que podem sim vir através da observação do dízimo, não significando isto que os que assim fazem observaram a lei como o povo hebreu, mas a observação que o dízimo foi um escape para os tempos passados aos levitas é inegável, sem dúvida nos é também esta prática para os dias e necessidade atuais quando o tema ajuda humanitária para causa do Evangelho no Reino de Deus. Sem falar que são Palavras do Senhor. "Mas estamos na nova aliança e os apóstolos não requereram o dizimo", alguns exclamam. Pois é, mas requereram contribuições aos congregados que de bom grado ajudaram com o que podiam. Em resumo a observação do dízimo nunca foi errado pois obedecer a Palavra de Deus não é pecado, como contribuir para ajuda no Reino de Deus também não. O erro é a profanação de algo que foi criado com propósito sacro e não de enriquecer homens, causando tanto embaraço na cabeça dos que não conseguem se firmar em uma fé sólida em Deus e sua Palavra, mas também não andamos por exemplos de erros dos homens e sim pelo que está relatado nas Escrituras. Uma solução prática é ao exemplo do que se instalou com a nova Aliança, ou seja a troca do Sumo Sacerdote terrestre pelo celestial, assim um sacerdócio eterno e celestial, como também o fim do sacerdócio terrestre de Israel pelo sacerdócio real, povo santo eleitos e aceitos em Cristo Jesus. Em resumo, se o sacerdote se corrompe troca-o por outro que cumpra a vontade do Senhor. Assim como no texto do profeta do Senhor Malaquias: "O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome." - Muitos líderes de igrejas que confessam a fé cristã estão corrompidos pelo dinheiro, fama e poder. A grande quantidade de ofertas e dízimos arrecadados e o mal uso do mesmo, a desigualdade instalada entre os que fazem missões no Reino de Deus, luxuosas mansões em contraste com casebres para com os que dizem seguir Jesus Cristo também e ser seu discípulo, lançam dúvidas quanto a veracidade dos textos bíblicos na cabeça dos que são inconstantes na fé. Mas é necessário ser redundante em explicar que a Palavra de Deus é verdadeira e como no passado os sacerdotes já não serviam para glorificar e honrar ao Senhor, assim são muitos líderes cristãos nos dias atuais. O sistema antigo se corrompeu mesmo sendo estabelecido por Deus e organizado pela sua Lei, assim vivemos outro sistema, uma nova aliança no sangue de Jesus Cristo Filho de Deus. 

Se aprende com isso que a Palavra de Deus sempre está certa e sempre será eficaz, mas os sistemas e homens que são responsáveis por interpretá-la devem ser ignorados e substituídos quando profanam as verdades de Deus . Não, não é a Palavra que não vale mais é o homem que está corrompido, nunca foi a Lei de Deus que esteve errada e sim o sacerdote que já não servia para seu oficio.

Presbítero 
Israel Lopes

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Reinos divergentes


"Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;" (Mateus 6:10)

Através da observação de textos descritos em Mc 12:17; João 19:10,11, o homem pode aprender com a Bíblia Sagrada como o Senhor tratava as questões que para muitos ainda são confusas e como antes servem para muitos de tropeço para uma compreensão de vida cristã plena: "E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E maravilharam-se dele." (Marcos 12:17); "Disse-lhe, pois, Pilatos: Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar?Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado;(João 19:10,11).  Tanto em Marcos 12, como em Mateus 22, os textos que se referem ao contexto da resposta exata do Senhor Jesus, relacionam-se com a questão da diferença dos reinos dos homens e de Deus. Há uma série de tentativas para fazer com que o Senhor Jesus caia em contradição quanto a tradição e interpretação da Lei como está escrito: "E enviaram-lhe alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem nalguma palavra." (Marcos 12:13) Entre os temas abordados aparecem a ressurreição, grau de importância entre os mandamentos, mas o que chama atenção no texto é forma que o Senhor ensinava sobre o Reino de Deus e a forma que os homens explicavam o seu reino humano mesclando com o que era de Deus nas Escrituras. Fica muito claro isto quando em Marcos está descrito a pergunta capciosa quanto a ressurreição, os homens não explicavam segundo o que era espiritual mas antes apropriavam-se de uma situação humana, mesmo que sendo hipotética, para exemplificar que seria impossível acreditar em ressurreição (estes não acreditavam na ressurreição dos mortos), como se pode ver no texto: 
Então os saduceus, que dizem que não há ressurreição, aproximaram-se dele, e perguntaram-lhe, dizendo:Mestre, Moisés nos escreveu que, se morresse o irmão de alguém, e deixasse a mulher e não deixasse filhos, seu irmão tomasse a mulher dele, e suscitasse descendência a seu irmão. Ora, havia sete irmãos, e o primeiro tomou a mulher, e morreu sem deixar descendência; (Marcos 12:18-20). 
Os saduceus são surpreendidos com a visão de Reino de Deus que Jesus lhes mostra ao dar as explicações sobre ressurreição no Reino Deus, ao ponto dos saduceus não mais lhe perguntarem nada. Jesus deixa claro que os que estavam lhe questionando por mais que tivessem suas conclusões erravam por não conhecer o Poder de Deus e nem as Escrituras: "E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus?(Marcos 12:24), mostrando-lhes assim o que diziam as Escrituras (que eles não atentaram antes pois não o questionaram): "E, acerca dos mortos que houverem de ressuscitar, não tendes lido no livro de Moisés como Deus lhe falou na sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é de mortos, mas sim, é Deus de vivos. Por isso vós errais muito."(Marcos 12:26,27). Um texto no livro aos Romanos, mostra também a confusão religiosa que muitos tinham quanto ao que se deveria ser permitido de alimento entre os cristãos:"Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu."(Romanos 14:2,3). Ao continuar a ler o texto aos Romanos observa-se que havia confusões quanto ao que seria espiritual e carnal envolvendo o Reino de Deus, assim Paulo da sua interpretação bem concisa quanto o Reino de Deus: "Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo."(Romanos 14:17)

Quanto a comparação de grau de importância entre os mandamentos, a resposta do Senhor Jesus aos homens que o questionava sem dúvida foi de uma excelência divina, pois coloca o homem que obedecer o que Jesus ensinou, em um patamar elevado sociedade perfeita. Imagina-se uma civilização formada por homens que cumpram o que Jesus ensinou, como a civilização ideal: "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes."(Marcos 12:30,31), seria uma civilização que estaria além da compreensão que temos de justiça e ordem. Mas o que chama atenção também é que o escriba ao responder a Jesus em forma de comentário quanto a resposta do Mestre e Salvador, lhe mostra que compreendeu bem a relação dos mandamentos, com isso Jesus lhe responde que ele o escriba não estava longe do Reino de Deus: 
E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele; E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém ousava perguntar-lhe mais nada. (Marcos 12:32-34)
Ao olhar também para Mateus 22 onde este texto "Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus." (Mateus 22:21) e outros textos mais se encontram também, textos que estão para mostrar ao homem, como é a visão do Reino de Deus. Também permitem perceber a forma superior que o Reino de Deus está sobre o reino dos homens, mas em alguns pontos vemos convergências que apresentam-se como pontos visíveis e comuns entre os dois reinos, isto faz com que muitos acreditem até que daria para juntar os reinos e se fazer um excelente governo. Engano gravíssimo, mesmo que compreendendo a explicação do Mestre Jesus como o Escriba os homens que militam nesta vida e para os reinos deste mundo, vão chegar apenas próximo ao entendimento do Reino, como Jesus disse ao escriba, "E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus." (Marcos 12:34) 

O que as Escrituras tem a ensinar com estes exemplos simples de comparação entre os reinos dos homens e Reino de Deus? A resposta é simples, talvez por ser tão simples é ignorada por tantos que queiram sofisticar a mensagem da Cruz de Cristo. Os reinos não se misturam, e um reino é superior e maior que o outro este é o Reino de Deus. A tentativa de inserir um reino dentro do outro é uma forma de prepotente do homem que deturpa o  sacro, ao tentar mostrar-se perfeito em suas atitudes e decisões quanto a sua forma de ver a vida e os homens com julgar o que é divino, uma blasfêmia apenas isto. 
Olhando para o que já foi descrito e comentado quanto as comparações e interpretações do Senhor e as interpretações dos escribas, quanto ao mesmo tema observado, claramente percebe-se que o homem está distante da compreensão do que vem a ser o Reino de Deus, mesmo que alguns estejam próximos a vida ideal inserida no Reino como disse Jesus ao Escriba, ainda não é o ideal. A visão de Reino que Jesus traz não se resume apenas a uma filosofia de vida, mas uma ideia de soberania sobre os acontecimentos, soberania sobre o entendimento do certo e o errado, como se pode observar ainda no mesmo texto de marcos: "E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos deitavam muito. Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam meio centavo. E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento."(Marcos 12:41-44). Para muitos a crítica seria quanto existir ou não necessidade desta pobre viúva ofertar, já que estava desprovida de sustento depois disto, porem a observação feita por Jesus a transformou em protagonista e exemplo a seguir , desafiando assim o olhar dos homens quanto ao que vinha ser o ofertar ao Senhor, ficou claro em seu exemplo que a oferta estava no coração daquela mulher e não em suas mãos.

Outros textos também permitem com clareza o leitor perceber a miopia que o homem possui sobre a visão de Reino de Deus. O texto descrito em (João 19:10,11) demonstra que Pilatos não conhecia nada sobre a Soberania do Deus dos Hebreus, não era para ele revelado nada sobre o homem que ali estava a sua disposição para o castigo e morte. A resposta de Jesus para Pilatos foi ao seu tempo para ele Pilatos, mas ao lermos a Bíblia neste trecho é uma resposta a arrogância do homem de querer entender que o poder, sobre o que é divino, espiritual, transcendente é possível. Assim como Pilatos muitos tratam Jesus e sua obra redentora apenas como parte do reino dos homens, "rei dos judeus", é o que fica do olhar e perspectiva humana, quanto a interpretação de reinos. Mas diante de Pilatos esteve o Rei dos Reis Senhor dos Senhores, e um dia, Pilatos estará novamente diante de Jesus, mas desta vez para ser julgado.

Baseado-se nestes comentários sobre as formas e perspectivas diferentes de observar os reinos, de observar a história e autoridade dos homens, quanto ao que está nas suas mãos, para decidir ou interpretar a vida humana e sua breve passagem terrestre, consegue-se abordar assuntos bem presentes do nosso tempo, com o que diz respeito a política e decisões de muitos, em fazer parte das decisões governamentais como cristãos ou não, como também o papel da igreja do Senhor nos diversos temas que surgem com respeito a vida, ética, autoridade. Claramente as Escrituras permitem para os nossos dias entender que os ideais e a causa da luta dos que estão enjangados na política, onde se governa para todos e não apenas um público, são extremamente diferentes dos ideais do Reino de Deus, onde toda a honra e glória é direcionada ao Rei dos Reis e Senhor. Por algumas vezes podem existir pontos de convergências entre os dois reinos, o de Cesar e o de Deus, mas será sempre direcionado por Ele mesmo o Senhor e Soberano para seus propósitos eternos. Por isto torna-se um erro teológico grotesco, a ideia de entrar na vida política, como envolver-se com os poderosos desta terra para governar, simplesmente por pensar que estará fazendo a vontade de Deus, tornando-se assim um auxiliar nas decisões do Soberano, um instrumento nas mãos de Deus como foi Davi para o povo de Deus. O indivíduo precisa entender que por ser um cristão, não faz dele um instrumento político escolhido por Deus para governar, pois na história bíblica os reinos deste mundo não foram todos governados por fiéis ao Deus dos Hebreu, mas foi concedido aos mesmos autoridades do auto para governarem, e quando não serviam mais aos propósitos divinos foram depostos de seus lugares de honra, aliás honra é algo sério quando desafiado o Deus dos Hebreus diante das nações. Desta forma, pensar ser um José do Egito, um Daniel na Babilônia, como alguns alegam ao defender seu lugar na política é o mesmo que dizer que se submetem a linhagens de "faraós" e "Nabucodonosor", pois o Soberano permitiu que sobre eles repousasse a autoridade para governar. Por isto é um  erro de interpretação quanto os atributo Divinos onipresença, onipotência, onisciência, achar que Deus necessita de cristãos para governar o mundo, se for pastor político ainda, o erro é bem maior pois aparece aí a confusão clara de que não sabe para o que foi chamado. 

Com isto não se quer dizer que aquele que serve ao Senhor não poderá seguir carreira política, não poderá ser alguém influente nos governos,  mas apenas discordando que o Senhor Soberano possua algum tipo de necessidade, muito menos a necessidade de líderes políticos que o conheça para que seja feita a sua vontade, sua vontade será feita os homens o conhecendo ou não. Sabe-se que da história de Reis governados pela vontade de Deus e para propósitos espirituais, principalmente direcionados ao Messias e seu Reino, temos registros quanto ao povo hebreu, nação escolhida, reis de Israel, reis de Judá. poderá levar a sério que uma nação que declara-se cristã é povo escolhido? Lógico que esta literalidade está fora de cogitação, pois o único povo que experimentou esta escolha foi Israel e a este povo lhe foi passada a Lei mais excelente de todas as leis dos outros povo segundo o próprio Deus: "E que nação há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós?"(Deuteronômio 4:8). É certo que os gentios que aceitam a Palavra de Deus como verdade, são ovelhas de outro aprisco que o Senhor já avistava na sua onisciência, mas deve-se ter o cuidado de não se apropriar-se de promessas que foram exclusivas ao povo hebreu, pois ao fazer este tipo de apropriação entende-se que a escolha é do indivíduo e não de Deus, outro erro gravíssimo, pois a única escolha que possui validade é a de Deus, Ele é o Deus Soberano que se revela.  Então é necessário o entendimento de que o Soberano esta no controle com cristão no governo ou sem cristão no governo, a igreja de Cristo é respaldada pela Palavra de Deus e está a sombra do Onipotente, nunca por governos e homens.

A função da Igreja sempre foi estar de joelhos e com sua atitude respaldada na Palavra de Deus, apresentando assim os líderes nas mãos poderosas do Senhor, assim ensinou os que Deus entregou o cajado para conduzir os cristãos no inicio da era da igreja: "Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade;"(1 Timóteo 2:1,2). Ao trocar estas atitudes por acreditar em candidatos políticos, caiu no erro de transferir parte de sua fé a um homem, quando deveria viver por fé e assim cumprir seus deveres cívicos, pois votar é um é um dever cívico. Ao longo da história os cristãos entraram na cena politica do mundo e realmente muito se fez para se ter um mundo mais "civilizado", (pode ser que não seja esta a palavra certa para colocar aqui, pois civilização está além da ideia de um único modelo de povo ou nação), mas fica claro também na história que por séculos ambos pagãos e cristãos envolveram-se em atrocidades em nome do que acreditavam ser o correto. Até onde estará a mão de Deus ou se estaria a mão de Deus até hoje é material de estudo. O que podemos afirmar é que seus propósitos não podem ser impedidos, nenhum dos propósitos, então não serão pastores ou bancadas evangélicas que impedirão alguma coisa ou aprovarão alguma coisa. Lembrando que estes que hoje estão lá começaram apoiando os que agora estão sendo julgados e alguns condenados mostrando assim o quanto que política democrática é complicada, é regida por homens e sua bíblia é uma constituição, o Reino de Deus é Soberano sua carta magna para os homens é a Bíblia Sagrada. Homens se corrompem Deus é incorruptível, orar pedindo que venha o Reino de Deus quando se quer fazer a própria vontade, não é nada cristão.

Presbítero
Israel Lopes

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O MODELO DE ORAÇÃO ENSINADA POR JESUS






(Mateus 6.9-13)

Ao me deparar com uma postagem no Facebook, onde apoiava que a oração ao Deus de Israel (ORAÇÃO DO PAI NOSSO), deveria ser liberada e incentivada nas Escolas. Não concordando imediatamente descrevi como resposta que nossa constituição permitindo a livre manifestação de pensamento e culto religioso, exigiria logo por orações diversas que correspondessem a outras religiões e divindades das mesmas. Além do Mais sabendo que uma ideia desta colocaria (como já está) a ideia de que religião e seu ensino deve ser lecionado nas Escolas. O problema é que o mundo "jaz no Maligno" e é certo que as verdades bíblicas seriam as mais prejudicadas neste ensino, pois caso contrário a Bíblia seria mentirosa quando nos avisa do "jaz no Maligno".

Colocado como resposta, que a ideia era de muita confusão quanto ao que diz a Lei (constituição do Brasil), e que muitos imaginavam que apenas existem nas escolas públicas cristãos lecionando, e mesmo que fosse, não levaram em conta ainda que existem cristãos católicos e que suas orações não param no “Pai Nosso”. Poderão existir assim orações a diversas religiões e em um caso distante, porém não improvável se colocar a responsabilidade do ensino religioso novamente sob responsabilidade da religião majoritária do Brasil Cristianismo Católico (Catolicismo). Informando que não via legitimidade neste propósito de que as crianças pudessem orar nas escolas (não que seja contra a oração das crianças), mas sou a favor que pais cristãos ensinem suas crianças a orar ao Deus verdadeiro e não pessoas que talvez nem este “Pai” da oração conheça ou seja filho. Mesmo que se isto ocorresse vantagem para pregação do evangelho não existiria, pois o sincretismo religioso ( o que seria e já é promovido)não favorece a pregação de um único Deus e Salvador, pois a constituição e leis favorecendo este tipo de situação, seria muito difícil o retorno da mentalidade das crianças ao verdadeiro Deus após educadas a deuses, inclusive filhos de cristãos.

Resolvendo então fazer uma releitura no texto que contem o Pai Nosso, percebi mais uma vez que não se trata de um texto para crianças e muito menos adultos que possuem comportamento de crianças. Lembrando que não pretende este texto aprofundar-se nas diferenças interpretativas que nos permite uma exegese e hermenêutica, porem ao observar os contextos da oração descobrimos que continua a ser uma oração para gente responsável e ainda que seja filho de Deus. Lembrando que ao finalizar a divisão do capítulo 5 de Mateus o último verso descreve para quem estava se dirigindo a mensagem: "Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus."
Mateus 5:48

1º É um modelo de oração, é de grande responsabilidade, pois fala de alguém que já conhece o que é a responsabilidade de ser santificado e separado para o Senhor, assim conhece a importância de santidade do nome do PAI
"Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;"
Mateus 6:9

2º Quem orar desta forma sabe o que significa a vinda do Reino de Deus e a manifestação da sua soberania na Terra e no Céu;
"Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;"

3º Quem ora como este modelo de oração ensinado por Cristo, sabe a responsabilidade que é 
ser o provedor da familia, a gravidade do que é ser uma pessoa que deve alguém;
"O pão nosso de cada dia nos dá hoje;
E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;"Mateus 6:11,12

4º Quem ora o Pai nosso entende o que é uma tentação, sabe o que é o "MAL"(malignidade, diabo,Satanás, antiga serpente,) ou seja quem ora este modelo conhece bem o Salmo 91; pois 
ele também sabe que somente Deus poderá livra-lo de dia e de noite, mesmo que outros 
estejam morrendo do seu lado;
"E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos do mal;" 
Mateus 6:13

5º Quem ora o pai nosso entende que já chegou o Reino do Senhor e está dentro de nós, 
entende o que é poder, entende o que honras e glórias para alguém (no caso Deus), e 
principalmente tem certeza que Deus vai ouvir e se cumprirá de acordo com a sua vontade, 
ASSIM É SÓ ESPERAR (E O CASO DO AMÉM NO FINAL)
"porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém."
Mateus 6:13

Muitos insistem que crianças devem saber de cor esta oração e até defendem em blogs que seja ensinada nas escolas públicas. Além de crianças não entenderem nada do que trata esta oração e o texto de Mateus, também não entenderiam o que estariam falando, pois suas vidas infantis não praticam o que a oração fala ao PAI! (Alguns adultos também não, adultos também são meninos as vezes, Paulo já nos avisou sobre isto, e não é menino na malícia, pois na malícia são entendidos, infelizmente).

Deus Pai, onde seu filho é Jesus, e os que os que creem no Senhor Jesus como Salvador, são co-herdeiros junto com Cristo das riquezas celestiais. "E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. Romanos 8:17
Por isso podemos ser chamados de filhos de Deus, pois o Senhor nos deu este Poder, "para sermos chamados filhos de Deus";"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; (João 1:12)

Mas não são filhos e não nasceram espiritualmente por motivo dos irmãos estarem em redes sociais dizendo que todos são filhos de Deus, dizendo o que a Bíblia não diz, isto é pecado! 
DIZENDO SIM, que TODAS AS CRIANÇAS DEVEM ORAR O PAI NOSSO NA ESCOLA", gera um conflitos sério e também sérios problemas quanto a discriminação da religiosidade de outras divindades nas escolas pois a constituição permite, abrindo brechas para que tudo, todas orações, sejam aceitas nas escolas e a escola brasileira será repleta de orações a vários deuses e divindades, entre elas orações ao Deus de Israel, e isto é o que interessa aos planos dos maligno que tudo seja junto e misturado para que a santidade dos textos bíblicos sejam a cada dia violados, se perdendo o real sentido da adoração ao Deus dos Hebreus e a seu Filho Jesus Cristo!

Quem nasceu de Deus, nasceram pela vontade de Deus o Pai, assim tanto faria rezar como decorar os textos sagrados, se não nasceram de Deus de nada valerá o status de criaturas de Deus ainda prevalece pois o Senhor não chamou ainda para o nascimento em Cristo Jesus (novo nascimento).
"Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de 
Deus."(João 1:13). Por isso generalizar o público desta oração "Pai nosso" é algo que soa estranho, para quem não reconhece Deus como seu Pai, ou não é reconhecido como filho por este Pai.

Sem falar que a Bíblia deixa claro como a neve a existência de dois Pai. Uma pergunta que não quer calar, já que existem dois tipos de Pai e dois tipos de filhos e  a Bíblia diz que um Pai é o Diabo, Satanás. Isto tudo além de entender que o "PAI NOSSO" é a oração de um FILHO para um PAI, deve se levar em consideração que O próprio Cristo disse que existem dois 
Pais e dois tipos de Filhos, MAS ELE ESTAVA ENSINANDO FILHOS legítimos a orar ao Pai legítimo. Os próprios versículos que antecedem o "PAI NOSSO", EXPLICA ISTO: "E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes." Mateus 6:7,8
Jesus DEIXOU CLARO QUE muitos são filhos de outro Pai, e filhos de outro Pai só podem gerar filhos deste outro Pai! Não vou entrar no mérito do Batismo nas águas e nem no Espírito Santo para não estender o texto mais ainda, mas é necessário entender que a oração do Pai Nosso é para os filhos e não para os que não são filhos! Vejamos o que Jesus falou do outro Pai e os outros filhos deste mesmo Pai:

"Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi
homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira." João 8:44

Todos os homens, todas as mulheres são filhos de Deus e a oração para eles fará efeito? 
Todas as crianças nas escolas públicas são filhos de homens e mulheres que são filhos de Deus?
Posso dizer que a oração do Pai nosso serve para quem não é filho do Pai?
Jesus quando ensinou estava falando com quem, Filhos ou não filhos?
Posso dizer como João "Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, 
se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.
1 João 2:1 ---> Também para os que estão longe do Pai e ainda não receberam o poder de 
ser chamado filho de Deus?

Não sei irmãos quanto a todos que insistem em afirmar que todos são filhos de Deus, mas eu prefiro ficar com a Bíblia do que com uma postagem que empolga, mas não é digna de confiança!

Presbítero
Israel Lopes


sábado, 14 de outubro de 2017

O Homem sem Deus é apenas um humano perdido

mental_floss Blog: East LA’s Abandoned Hospital


"Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé. Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;" (Romanos 1:16-20)

Todos que insistem que em declarar que cristão é preconceituoso, separatista, fundamentalista e outros títulos mais, como também os que insistem para que cristãos aceitem qualquer outra ideologia, ou doutrinamento que seja contrario as Escrituras Sagradas, e muitas vezes para isto até investem em até uma nova interpretação das Escrituras para tal finalidade, são no mínimo mais extremista do que dizem ser os cristãos, pois não compreendem entendem sobre o Cristo Filho de Deus e nem seus servos.

É mais fácil a "Lua cair" no mar, do que mudarem o cristianismo em uma mera religião voltada para satisfação dos prazeres gerados pela concupiscência dos homens. Pois a fé do cristão depende das Escrituras, e mesmo que desapareçam com os escritos bíblicos ou interpretem de outra forma (particular), não adiantaria, pois muitos já pregaram as Leis bíblicas como que em uma Tabua no coração para não errar o alvo. Caminho sem volta ser capturado por Jesus Cristo e seu Espirito. Só sabe disto quem é escravo dEle, como o Apóstolo dos gentios se declara em Rm 1.1: "Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus." (Romanos 1:1). Servo não tem querer, sua vontade deve ser sujeita ao seu Senhor e muito menos este poderá ir contra a Palavra do seu Senhor. Este é o motivo incompreendido dos que, com olhar arredio, observam a caminhada cristã na face da terra e procuram distanciar-se e até calar os cristãos.

Olhando para o caminhar da humanidade em passos largos para perdição, mais forte e verdadeira a declaração " não me envergonho do Evangelho de Cristo" se apresenta na vida de quem foi chamado e escolhido para segui-lo. A humanidade profana tudo que toca, com sua mania de alterar o que perfeito o Criador criou. Trocam a certeza da natureza criada pela incerteza do sentimento humano que tanto valorizam, mas também que tanto desconhecem a procedência. Déus não compactua com mudanças humanas efetuadas na sua obra prima que é a criação. Observa-se que quando um artista cria sua obra, esta inspiração que atesta vir de dentro dele, não aceita opinião alheia, ninguém se atreve a alterar, tocar, opinar sim, mas mudar a verdade do artista seria um desrespeito com o mesmo. Assim é o Criador. Porem para com este desrespeito da criatura com seu criador, há um consequência que não poderia ser o pior dos castigos para a humanidade, entre várias opções possíveis na mente de Deus, surge a alternativa de deixar os teimosos, insistentes em alterar as verdades eternas e universais em mentiras universais, deixá-los viver suas escolhas e desejos desenfreados tomando sobre seus corpos o que lutaram tanto contra a consciência humana forjada pelo Criador. Como descrito no Texto de Romanos 8.25,28 : "Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente.[...]E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;"

Após esta decisão do homem em não atentar para as verdades de Deus, após tentar fazer com que estas mesmas verdades se tornem em mentiras diante da humanidade, somado a insistência de viver seu próprio caminho ignorando tudo que pela própria natureza já estava revelado, Deus entrega ao homem a disposição de seguir o seu próprio coração e desejo, que no final se dará em perdição, e insanidades quando comparado ao propósito de Deus para o homem, que nos dias atuais são descritas como caminhos trilhados por alguns como algo que é natural dos humanos, porém não passa de tentativas para mudar as "verdades de Deus". Quanto as características dos homens que insistem em ignorar as verdades Divinas, descrito nas Escrituras não é difícil de identificar desde antiguidade. Os que decidiram ignorar as verdades de Deus deixaram o uso que natural do sexo oposto para desfrutar dos sentimentos e paixões entre pessoas do mesmo sexo, não se importam em ter o conhecimento de Deus, é normal nestas características o sentimento perverso, o excesso de iniquidade, malicia, avareza, inveja, homicídios, engano, malignidade, desobediência aos pais e mães, detratores, presunçosos e mais uma lista de características entre elas a de não possuírem afeição natural e de serem IRRECONCILIÁVEIS e SEM MISERICÓRDIA, ou seja não são bonzinhos os que foram entregues viverem seus próprios caminhos e ideologias conforme descrito neste texto do NT, não se enganem os que leem os textos em Rm 1 quanto estas características, pois as Escrituras no Livro de Rm 1, que o Senhor Criador abandonou-os para viverem do jeito que quiserem como descrito nas Escrituras "Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazer coisas que não convêm...Deus os abandonou as paixões infames" (Rm 1.24,26)

Quem não cristão, não pertence ao grupo de servos do Senhor Jesus Cristo a qual se revela toda a Divindade do Criador, pois não foram chamados para segui-lo não entendem quanto a nada além da letra e papel, vãs filosofias como descrito em Colossenses : "Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; (Colossenses 2:8,9) . O homem com a sua mente caída em todos os tipos de delitos mentalmente possíveis, caminham em direção a ciência para tentar com astucia transformar as verdades de Deus mais uma vez em mentiras, mas ao estudarem se deparam com o que não querem ou não conseguem aceitar, lá está mais uma vez a prova que o homem deve obediência ao Criador, escrita em um pergaminho chamado Natureza, o que é natural é inviolável e uma vez violado se faz mentiroso o resultado. Assim a ciência humana torna-se mera brincadeira de humanos que não evoluíram o bastante, que como crianças ainda precisam descobrir o desconhecido, e foi concedida para que empiricamente, o desgraçado do homem perdido e estribando-se em seus próprios caminhos pudesse enxergar ao menos uma sombra do Criador, mas pelo que parece nem com a inteligência voltada para o que é empírico o pobre, cego e nu do desfavorecido de vida espiritual consegue se encontrar. Se as mãos do Senhor não se estenderem para o miserável homem, para sempre estará perdido entre suas dúvidas existências, findando os seus dias como um insano por desprezar a sabedoria e conhecimento de Deus. O homem sem Deus é apenas um humano perdido e o risco da insanidade total está sempre presente!


Presbítero
Israel Lopes

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A Igreja de Cristo Chamada para Profetizar



"E estendeu o Senhor a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca; Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares." (Jeremias 1:9,10)

Quando o Senhor quer falar aos homens na terra sempre usa sua Palavra. No Passado utilizou dos seus Profetas que ao receberem o Espírito de Deus, anunciavam os seus juízos e chamado ao arrependimento, mas hoje usa sua Igreja que tem a Sua Palavra para fazer a mesma obra, denunciar a corrupção do mundo, os desvios de comportamentos e avisa-los da salvação e perdição que esperam os homens. Serviço árduo é transmitir o recado do Criador, principalmente quando uma nação que Deus escolhera perde os rumos e direção e juntasse aos que o Senhor abomina, pois haverá denuncia de suas obras que não mais saem do nível de podridão moral. Mais algo que fica claro ao ler o texto no livro do Profeta Jeremias, é que se é necessário falar a opinião de Deus aos homens, Deus capacita o homem para tal façanha, para isto com seu Espírito sobre o Profeta, Deus o coloca sobre as nações e reinos, tanto para destituí-los, derrubá-los, destruí-los, arruiná-los, mas também para edifica-los. Seria pela palavra de um homem que poderia se concretizar estes feitos? Obviamente que não, pois um pouco antes lemos que o “Senhor estendeu a sua mão, e tocou na boca” de Jeremias dando as suas palavras, “Eis que ponho as minhas palavras na tua boca”.

Ao Ler o Livro do Profeta Jeremias com certeza vamos encontrar muitas sentenças proclamadas ao povo do Senhor, por sua desobediência, inclusive desobediências declaradas e explicadas durante o livro, encontraremos também, com clareza de compreensão que o Profeta por causa de sua mensagem não foi aceito. Mas a mensagem vinha de quem? Quem que entregava o recado para que fosse dado aos ouvidos do povo? Todos que estudam o livro sabem que o Senhor ordenava ao Profeta que falasse as sentenças e os motivos das mesmas. Neste caso o povo não rejeitava a palavra do Profeta e sim o Deus que o ordenava a falar. A vida deste homem escolhido por Profeta de Israel como seu Livro é digno de estudo minucioso, não por dificuldade de compreensão dos seus significados (é certo que para alguns será difícil), mas a dificuldade que aparece é encarar que mesmo em tempos presentes os significados das sentenças e acusações quanto ao pecado da nação que Deus escolheu, parece tão atual nos dias da igreja também. Neste livro encontramos versículos que nos desafiam em tempos modernos como:

Quando eu já há muito quebrava o teu jugo, e rompia as tuas ataduras, dizias tu: Nunca mais transgredirei; contudo em todo o outeiro alto e debaixo de toda a árvore verde te andas encurvando e prostituindo-te. Eu mesmo te plantei como vide excelente, uma semente inteiramente fiel; como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada como vide estranha? Por isso, ainda que te laves com salitre, e amontoes sabão, a tua iniqüidade está gravada diante de mim, diz o Senhor DEUS.

Percebe-se a forma do texto repleto de figuras de linguagem para transmitir a palavra do Senhor em forma de denuncia dos pecados  da nação do povo, erros de idolatria, a decisão de muitos a cultuarem as divindades conhecidas de outros povos,  são denunciados po Deus e comparados a prostituição, luxuria. Durante todo o Livro, Deus repreende e proclama através do seu Profeta o castigo e explica os motivos dos castigos em detalhes.
Mas o que pretendo neste texto destacar, ainda não são os detalhes das profecias de Jeremias, que são muitos e preciosos, porém quero destacar o seu chamado e sua responsabilidade juntamente com sua capacitação espiritual para exercer a posição de arauto do Senhor como observaram nos versos seguintes:

Tu, pois, cinge os teus lombos, e levanta-te, e dize-lhes tudo quanto eu te mandar; não te espantes diante deles, para que eu não te envergonhe diante deles. Porque, eis que hoje te ponho por cidade forte, e por coluna de ferro, e por muros de bronze, contra toda a terra, contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes, e contra o povo da terra. E pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te livrar. (Jeremias 1:17-19)

Todos que já fizeram um mínimo esforço teológico para estudar as Escrituras do AT e também do NT, com certeza se depararam com a compreensão de que a forma que o Espírito Santo agia no AT sobre os homens era restrita à algumas características de escolhas destes homens, eles precisariam ser escolhidos para algum ofício pelo Senhor, desta forma o Espírito Santo agiria sobre este homem, como divisor desta forma de agir do Espírito Santo houve uma promessa no livro do também profeta Joel quanto Espírito Santo vir sobre toda a carne, promessa esta lembrada pelo Apóstolo Pedro no dia de Pentecostes descrita em Atos 2, onde todo que invocasse o nome do Senhor seria Salvo, e o Espírito Santo iria vir sobre todos e não mais de forma restrita. Importante é frisar que a descida do Espírito Santo seria diferente no que se refere a coletividade de pessoas cheias do Espírito, porém a forma de agir ainda estava relacionada a maravilhas e sinais, capacidade para ser arautos do Senhor e proclamar suas verdades,  porém não mais um ou dois , ou dezenas de homens escolhidos para tal façanha, na plenitude dos tempos multidões de pessoas, compostas de jovens, velhos, homens, mulheres proclamaram as verdades do Senhor com autoridade descida do trono de Deus como lemos no texto da inauguração da Igreja e o seu Ide ser Arautos do Senhor na Terra, onde quem inaugura a voz de Arauto denunciando chamando o povo a ouvir as Verdades do Criador foi o próprio Apóstolo Pedro que com a ousadia esta agora concedida pelo Espírito de Deus denuncia os erros dos homens ali presente  como vemos no texto a seguir:

Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia. Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos sonharão sonhos; E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão;

Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos;Atos 2:22,23

Assim proponho como reflexão textual no primeiro capítulo do Livro do Profeta Jeremias, pensar sobre o que há de diferente na Igreja de Cristo em nossos dias? O Deus é o mesmo, o Espírito Santo é o mesmo, a Palavra é a mesma, os erros ainda presentes no mundo são os mesmos que a Palavra de Deus tanto condena, os pecados dos homens são os mesmos, as nações mudaram de nomes e povos desapareceram para o surgimento de outros povos, porem seus caminhos inclinados para desafiarem o Criador e sua Palavra ainda são feitos com o mesmo ímpeto dos tempos do profeta Jeremias. Tanto no meio do povo de Deus como fora do círculo da Igreja, há o desvio do que é santo para adorar e abraçar o que é profano, tudo como estilo de vida. Então o que faz com que a Igreja do Senhor Jesus aceite a inércia quanto ao chamado para ser Luz e sal para uma humanidade que perece sem Deus perdida em seus próprios caminhos?  A resposta é simples de entender, mas difícil de ser aceita por muitos.  A Igreja resiste o seu chamado de Profeta do Senhor Deus Criador, a Igreja prefere discutir seus dogmas e ritos religiosos, suas tradições são mais importantes do que assumir de vez a posição que só cabe à ela Igreja de Jesus Cristo.

Ao Profeta Jeremias foi ordenado pelo Senhor: “Tu, pois, cinge os teus lombos, e levanta-te, e dize-lhes tudo quanto eu te mandar; não te espantes diante deles, para que eu não te envergonhe diante deles. [..] E pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te livrar.” À Igreja de Cristo foi ordenado: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”(Mateus 28:18-20). Tarefa difícil de concretizar se as forças e capacidade fossem apenas da Igreja, porém quem está com os que servem ao Senhor em Espirito e verdade é Espirito de Deus, o mesmo que estava sobre os Profetas, o mesmo que veio sobre Jesus o Filho de Deus, o mesmo que é descrito no livro do Profeta Isaias: “O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; (Isaías 61:1)

A Igreja de Cristo deve lutar para continuar sendo Sal e Luz, inclusive ser contra todo tipo de lei que impeça a Igreja de propagar as verdades Bíblicas, pois apenas as Verdades Bíblicas poderão produzir gerações sadias. Sabemos que a Salvação dos homens é pelo chamado do Pai levando almas ao Filho pelo convencimento dos seus pecados e juízo de Deus através do Espírito Santo, onde retornarão para Deus através do próprio Filho Jesus Cristo o Salvador. Mesmo debaixo da graça do Senhor, os homens não estão livres da ira do Senhor sobre suas ações quando os mesmos descem ao nível da bestialidade. Ser bestial não é quando homens não creem em Deus, mas é quando além de não crer no Criador, também não dão crédito na própria natureza exposta aos olhos de todos em tempos modernos de pesquisas e comprovação cientifica, faculdades que tanto os homens exaltam como símbolo de civilidade. A igreja deve lutar com todas as suas forças, para que exércitos de adeptos de Satanás não continuem propagando suas receitas de "paz" infernal, "saúde" doentia, "sanidade" louca, aos homens. A IGREJA DEVE BUSCAR DE DEUS A CAPACIDADE NOVAMENTE DE SER PROFETA DO SENHOR NA TERRA, proclamando as Escrituras e a Lei do Senhor, proclamando também a nova Aliança e Remissão no Sangue de Jesus aos perdidos em tempo e fora de tempo. Se assim A Igreja do Senhor cheia do Espírito de Deus começar a agir, a Palavra será proclamada com eficácia, incomodando os que andam em trevas quanto o conhecimento sobre o Criador. Deus colocará ao seu tempo tudo novamente no lugar, nem que uma geração inteira tenha que desaparecer para que isso aconteça, algo muito natural para quem é chamado de o Senhor dos Exércitos. O lema de sua Lei é: O Criador e sua Palavra acima dos homens e nunca os homens e sua palavra acima de Deus! Os homens estão prestes a contemplar grande destruição e a Igreja deve avisá-los que somente a rendição ao Senhor dos Exércitos, Criador do céu e da terra, somente dando ouvidos ao que diz a sua Lei, e crendo na redenção através do seu Filho Jesus Cristo fará com que sobrevivam!

Presbítero

Israel Lopes